Assim como a maioria dos blogs, o CINEBUTECO vai dar uma pausa. E assim também como muitos que divulgam listas, aqui vai a minha de promessas a cumprir em 2009:
1 – Assistir – pelo menos – o dobro de filmes que assisti em 2008
2 – Realizar algum curso para aprender mais sobre cinema
3 – Escrever mais sobre a produção nacional
4 – Dedicar mais tempo a leituras e pesquisas sobre a história do cinema
5 – Acompanhar ainda mais de perto tudo que rola na impressa direcionada ao cinema
6 – Aprender com os erros e evitar de cometê-los novamente
7 – Aprender com os acertos e intensivá-los mais e mais
8 - Buscar ser uma pessoa melhor
9 – Viajar, fazer amigos e conhecer
10 – Assistir, ler e escrever… MUITO!
Que a imagem sirva de inspiração:
Obrigado a todos que passaram por aqui. Nos vemos em breve. Até em 2009!
Como bem se nota tem ação, drama e comédia de primeira. Para o Oscar, devemos nos ater a The Soloist, Shutter Island e Up in the Air. O resto é só para se divertir!
O filme de Fernando Meirelles bem que poderia ao menos ser lembrado com uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Roteiro Adaptado. A obra Ensaio sobre a Cegueira do vencedor do prêmio nobel, o literário José Saramago é uma bela metáfora sobre a sociedade atual. Transpor o livro para o cinema, exigiu algumas mudanças na linguagem que a princípio quem leu antes de assistir, tenha ficado com algumas ressalvas.
Uma reflexão mais ampla e vendo algumas entrevistas de Meirelles é possível compreender todas as dificuldades que existem em adaptar uma obra literária, em especial, Ensaio sobre a Cegueira. Muita gente gostou do que viu, poucas com quem tenho falado sobre o filme disseram não ter gostado. É fato que muitas outras adaptações de qualidade tenham estreiado no cinema e com campanhas muito mais fortes com foco no Oscar. Na minha opinião, Eric Roth por The Curious Case of Benjamin Button e Simon Beaufoy por Slumdog Millionaire devem disputar a estatueta. Mas ratifico que o roteirista e ator canadense Don McKellar por Blindness deveria ser lembrado com a indicação.
Se bem que o maior prêmio, Blindness já recebeu. Ou emocionar o criador da obra não conta como prêmio? É, na minha opinião, o melhor de todas as homenagens. Veja Saramago no fim da exibição de estréia em Lisboa falando sobre a adaptação de Ensaio sobre a Cegueira para o cinema e Fernando Meirelles não se contendo de alegria, aqui.
Que tal ser a capa da principal revista de comportamento do mundo para alavancar a campanha rumo a púpito do Kodak Theatre? Anne Hathaway é uma das fortes candidatas a levar o oscar de melhor atriz por Kym em Rachel Getting Married. E ela está podendo mesmo. “She is maybe the most beautiful creature on film right now,” says Meryl Streep ao lado de uma das fotos que ilustram a edição de janeiro. Nada mal ter um depoimento de uma concorrente ao prêmio, não? E olha que estamos falando de Meryl Streep…
Quando a gente vê uma fotografia credita a ela o status de verdade registrada para a “eternidade”. Por mais óbvia que seja a imagem, cada olho vai interpretar de uma maneira. O tempo também pode trazer novas significações. É como se a fotografia fosse um pacote estereotipado que vai conferir sentimentos positivos – ou negativos – de um momento clicado.
No cinema, a fotografia é essencial. Ela confere a disposição e a exatidão dos elementos presentes no enquadramento. O olho humano é bastante rigoroso e fiscaliza se está “tudo em ordem” com aquela imagem assistida.
Além de enquadramento, há também a preocupação com a iluminação: o jogo de sombra e luz entre o primeiro e o segundo plano produz resultados bastante interessantes. O tom da cor do filme também pode auxiliar o diretor na mensagem que ele deseja transmitir. Lembram do branco excessivo de Blindness, de Fernando Meirelles ou as diferentes cores para cada trama do filme Traffic, de Steven Soderbergh?
Geralmente nas grandes premiações, a vitória na categoria fotografia vai para os trabalhos mais cuidadosos e que o resultado causou melhor impressão visualmente. Veja os três vencedores de fotografia no Oscar em 2008, 1998 e 1988:
2008 – Sangue Negro
1998 – Titanic
1988 – O Último Imperador
Você pode até sugerir um outro filme que gostou mais, porém não pode desprezar a beleza do “olhar” em cada um dos vencedores.
O que faz um filme se tornar um campeão de estatuetas? Boa história? Um casting de renome? Direção consagrada? Divulgação intensa? Tudo isso e um bocado de sorte.
Mas, às vezes, o filme nem tem tudo isso e dá certo. Nine não! O projeto tem tudo para se tornar aqueles “arrasa quarteirão” de público, assim como foi The Dark Knight em 2008, mas com uma diferença: Nine não é filme de heróis e possivelmente além de público, a crítica deve adorar, o que significa muitos prêmios na academia.
Nine é uma peça teatral, vencedora do Tony Award Musical, e será dirigido por Rob Marshall, o mesmo do famoso Chicago. A adaptação para o cinema vai contar com um elenco de luxo: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, July Dench, Kate Hudson e Sophia Loren. Ahhh, tem também Fergie (uhu?)
Enfim, mulherada linda e talentosa que viverá as paixões de Guido Contini, um cineasta de meia-idade que está para iniciar um novo projeto e precisa escolher um casting para o filme quevai começar a rodar.
É a principal aposta para o ano que vem! Vamos aguardar a repercussão que aos poucos já começa a sair. Estréia dia 11 de dezembro de 2009, então, provavelmente, nós brasileiros, só assistiremos em 2010! =S
É sempre muito engraçado assistir O Diário de Bridget Jones, ainda mais numa tarde de férias. É o grande papel de Renée Zellweger no cinema, que mesmo na fase gorda, está simplesmente linda. A narrativa da história é facinha e faz todo mundo rir. Afinal, muitas mulheres – e homens – se identificam com as aventuras do pós-30-anos-e-ainda-solteiro de Bridget Jones.
Ainda falando em Renée Zellweger, ela volta às telonas em 2009 com New in Town e Case 39. O primeiro é uma comédia onde uma grande empresária de Miami é transferida para o interior de Minesota e acaba se sentindo como um cão que caiu da mudança. O segundo já é um drama em que Zellweger é uma assistente social que luta para salvar uma garota dos abusos sexuais de seus pais e mais tarde descobre que o caso é bem mais perigoso que ela imaginava.
New in Town | Case 39
Adendo: Minha grande amiga Julia tem um blog todo inspirado em Bridget Jones: O Diário de Bridget Julia. É impossível não rir com as suas histórias. Vale a visita!
A Little Bia do Vamos Fazer Música? passou a bola e como está tipo uma corrente, não vou ser eu quem vai estragar, né? Na verdade eu não sei bem o que é, só sei que é para apontar cinco desejos para 2009. Então aí vai os cinco do CINEBUTECO:
1 – Melhores produções do cinema nacional. Em 2008, filmes bons foram raridades. O público correspondeu: salas vazias.
2 – Mais e mais shows bacanas como os que ocorreram em 2008. Radiohead e Keane já estão comprados.
3 – Que filmes em 3D sejam apenas uma febre passageira ou uma forma apenas ALTERNATIVA de ver cinema.
4 – Que o filme Nine seja tudo isso que todo mundo já está falando. Em breve, falo mais sobre esta mega produção.
5 – Vida nova com paz, saúde e sucesso para todo mundo.
Obs. Muitas dias sem falar sobre o que mais interessa nesse blog que é cinema, né? Ok. Muitas correrias com a última semana de trabalho e leituras, resenhas e reflexões na pós-graduação. Agora sim retomo normalmente o blog e a vida!
Já que é sexta, então ‘bora’ baixar trilhas sonoras de filmes. Hoje, temos Cadillac Records, filme de Beyoncé e o melhor da soul music. O som instrumental de The Curious Case of Benjamin Button e por fim, Wall-E, o qual juro ser a última vez que falo sobre este filme no blog. Já deu, né? Mas atenção a canção de Peter Gabriel, Down The Earth, pode ser que seja indicada ao Oscar.