Depois de Dúvida, é bom voltar ver Meryl Streep e Amy Adams contracenando juntas em papéis mais leves. Julie & Julia é dirigido pela badalada diretora Norah Ephron e é uma adaptação do best-seller “Julie & Julia – 365 Dias, 524 Receitas e 1 Cozinha Apertada” que conta a história real de Julie Powell, uma funcionária pública norte-americana que aprende a cozinhar depois de encarar o livro escrito em 1961, por Julia Child: “Dominando a Arte da Cozinha Francesa”.
O livro de Julie, inspirado no de Julia, é uma reunião de textos de um blog que a primeira mantinha no início deste década e resolveu transformar tudo aquilo em dinheiro. O negócio deu tão certo que tá aí: virou até filme com Meryl Streep. O filme deve trazer a importância da culinária e a arte de comer bem tão apurada pelos franceses. Acho que Julie & Julia vai ser aqueles raros exemplos de filmes que conseguem agradar gregos e troianos. A conferir!
Anticristo estréia em Cannes e para atiçar a curiosidade alheia acabou de cair na internet o segundo trailer. Confesso que estou bastante curioso para assistir esse filme. Lars von Trier promete terror de primeira.
Divulgada a lista de concorrentes à Palma de Ouro, vamos a algumas considerações:
- Os posters de divulgação são sempre os melhores. Sempre!
- O Brasil está presente na mostra “Um Certo Olhar”, com o filme À Deriva, do diretor Heitor Dhalia, o mesmo de O Cheiro do Ralo. Ano passado estávamos representados pelo excelenteLinha de Passe e pelo discutível Blindness;
- Entre os concorrentes ao prêmio, destacam-se Inglourious Basterds de Quentin Tarantino, Taking Woodstock de Ang Lee e Los Abrazos Rotos de Pedro Almodóvar;
- É a primeira vez que uma animação gráfica vai abrir o festival francês. O nome dela é Up, fruto da criativa parceria Disney-Pixar. Expectativas são grandes para saber se vai superar Wall-E, elogiadíssimo na temporada passada;
- Lars von Trier conseguiu terminar a edição e vai colocar em disputa seu novo filme: Anticristo, no melhor gênero horror, a crítica anda curiosa pra saber o resultado;
- O último filme de Heath Ledger ficou de fora da competição. The Imaginarium of Doctor Parnasus, de Terry Gilliam vai ser exibido em uma mostra a parte.
Eu resisti. Achei melhor esperar alguém falar muito bem do filme, antes de ir ao cinema, mas fui levado por um grupo de professores interessados em assistir Entre os muros da escola. E saiba: o filme é bom! Só para lembrar, foi eleito o melhor filme do Festival de Cannes do ano passado.
Quando termina, todo mundo sai do cinema com vontade de discutir e traçar paralelos entre a educação no Brasil e na França, local cujo “Entre os muros da escola” foi filmado. Dá para ficar uma madrugada inteira falando os pontos positivos e negativos do filme.
Resumo da ópera: a escola de hoje repete fórmulas arcaicas de socialização, baseados no autoritarismo do professor para conseguir dar aula e o pior; a escola é incapaz de conciliar as diferenças, sejam elas raciais, econômicas e sociais, transformando o ambiente numa panela de pressão pronta a estourar a qualquer momento. Enfim, a realidade mostrada em “Entre os muros da escola” é mais assustadora que muito filme de terror!
Hoje a Variety publicou uma crítica positiva do filme que estréia no próximo fim de semana nos EUA e que desde o ano passado vem sendo bastante aguardado entre os cinéfilos de plantão. Trata-se de The Soloist (O Solista), filme do jovem diretor Joe Wright [Desejo e Reparação] e de atuações da dupla Jamie Foxx [Ray] e Robert Downey Jr. [Homem de Ferro]. Este por sinal parece estar cada vez mais perto de conquistar sua estatueta. É bom prestar atenção na campanha de atores (principal e coadjuvante) de O Solista. Ambos estão aparentemente ótimos!
A trama é baseada em fatos reais e conta a história do jornalista Steve Lopes (Downey) que encontra uma jóia rara nas ruas de Los Angeles: Nathaniel Anthony Ayers (Foxx), um músico de fina intimidade com o trompete, violoncelo e o piano, mas que por causa da esquizofrenia, se afasta da sociedade. A delicada e complexa relação entre os dois vai dar o tom a O Solista. Estréia dia 18 de setembro no Brasil.
Sim! Acho que será o filme mais diferente de Quentin Tarantino, o de maior buzz, logo o menos cult de todos que ele já fez… Vai estrear em Cannes e mostrou um pouquinho do making off no American Idol de ontem…
Dupla de irmãos órfãos [Adrien Brody e Mark Ruffalo] levam a vida praticando ilegalidades até que um deles se cansa do crime e pretende abandoná-lo. O outro não se conforma e faz de tudo para que o irmão não desista da boa vida de ladrão. Fica acertado entre eles então de fazer uma última vítima: a milionária Penelope Stamp [Rachel Weisz], mas algo sai terrivelmente errado… A direção é de Ria Johnson. E se o filme não for bom, pelo menos o casting é de primeira. Estréia em maio.
O caderno Mais! da Folha de S. Paulo de 05 de abril traz uma entrevista com Pedro Almodóvar falando sobre seu último trabalho: Los Abrazos Rotos, inspirações sobre roteiro, personagens e Penélope Cruz. Os dois, inclusive, estão belíssimos na foto principal que ilustra a folha de rosto do caderno.
Não sei se algum fã de Almodóvar vai me xingar, mas a verdade que eu não gosto muito de seus roteiros, de sua fotografia baseada nas cores vermelha, amarela e laranja e nem do exagero de seus personagens.
Mas a entrevista me fez ter outra visão de Almodóvar. Ela revela não só o respeitado cineasta do estilo noir que é, mas também possuidor de uma personalidade introspectiva, revelando suas contínuas crises de enxaquecas (numa dessas que originou Los Abrazos Rotos) e que ainda não sabe lidar direito com a fama. Quem ainda tiver o jornal, a leitura é bem interessante.
Pedro Almodóvar também voltou a fazer curtas. Para quem não sabe, antes de estourar com seus longas dramáticos, Almodóvar se dedicava aos vídeos de menor duração. La Concejala Antropófaga é seu mais novo curta e como não poderia deixar de ser, inquietante.
Em 2018, o homem deve voltar a Lua e com a proximidade da data, deve aumentar a produção cinematográfica de ficção científica em torno do tema. E por falar em lua, como estava bonita ontem em São Paulo…
O trailer não diz muito sobre o filme, mas o poster é bem bacana:
O filme é do diretor Duncan Jones que é filho de David Bowie e no papel principal, Sam Rockwell. Parece que o filme tem sido bastante elogiado nos festivais que tem passado. Lembra até o estilo Kubrick de fazer filme. Kubrick? Opa, melhor ficarmos atentos! Estréia no dia 12 de junho.