Com estreia marcada para a próxima semana nos Estados Unidos e previsão para 16 de outubro no Brasil, Julie & Julia tem todos os ingredientes de um grande sucesso, em grande parte porque conta com a presença da “atriz-imã-de-bilheteria”Meryl Streep e elenco bacana com Amy Adams, Stanley Tucci e Chris Messina, entre outros. A direção também chama atenção: Nora Ephron é bastante popular por seus best-sellers, principalmente nos EUA.
O filme é baseado em fatos reais e narra a história da texana Julie Powell, uma mulher que vive em Nova Iorque e assume o desafio de cozinhar todas as 524 receitas de um livro de Julia Child, uma famosa apresentadora de TV da década de 1960 que segundo pesquisa do blog Seja Bem Vinho relata a seguinte curiosidade:
Sem saber fritar um ovo, Julia Child casou-se e, residindo temporariamente em Paris por conta do trabalho de Paul, seu marido-gourmet (naquela época era “esposo”, não?), decidiu enfrentar a cozinha e matriculou-se na centenária Le Cordon Bleu. Estava dada a partida para o seu estrelato na frente das câmeras e atrás do fogão: Julia comandou o The french chef , um tremendo sucesso da telinha. O segredo? Ela dá a primeira resposta: “A cozinha francesa é simplesmente um maravilhoso jeito de tratar a comida”.
Julie, que é escritora, resolve então criar um blog, chamado projeto “Julie & Julia”, relatando com bastante humor e descontração as experiências culinárias que fez por meio do livro de Julia Child. Resultado? Sucesso total, tanto que virou até filme com Meryl Streep.
Filme que vai falar de comida com atores e atrizes de primeira? Não tem como dar errado. E há boas perspectivas que Julie & Julia encabece algumas categorias do Oscar. Motivos não faltam.
O site oficial com o trailer está aqui. Tem também o premiere com Meryl Streep, aqui.
Onde os Fracos Não Têm Vez foi o primeiro filme que assisti deles e desde então me tornei fã. Me indicaram o aclamado Fargo, mas não consegui ver. Fui vencido pelo sono! Quero ainda poder assistir novamente. Em seguida, veio o Grande Lebowski e por fim, o melhor de todos: Queime Depois de Ler.
Os Irmãos Coen não são o que são por acaso. O modo de dirigir os filmes que eles mesmos escrevem parece ter uma marca própria, uma assinatura que mescla elementos de humor negro, suspense e comédia de um modo único, de forma que não há como não reconhecer um filme dos dois, mesmo sendo sobre enredos totalmente diferentes.
Agora, eles estão com um novo filme: A Serious Man, uma comédia que relata os problemas de um professor americano de origem judaica na década de 60 e que procura três rabinos para que o ajudem. Pelo trailer, dá pra perceber que vem coisa boa. Tem estreia oficial no aguardado Festival de Toronto, que acontece entre os dias 10 e 19 de setembro.
O espaço está sendo reformulado, mas em breve estará com muitas novidades. Tem também o twitter que avisa toda vez que um post de algum membro é publicado @sociedadebbc. Segue lá!
Depois de um mês inteiro assistindo pelo menos um capítulo por dia, consegui me atualizar na série Lost (\o/). Assim, como em todo fim de temporada, estou bastante confuso – e olha que estamos indo para o último ano da série – e muita coisa ainda precisa ser solucionada, o que só faz aumentar a expectativa para o início da 6ª temporada, marcada para 2010.
Muita gente adora (eu! eu! eu!), muita gente odeia e outros desconhecem Lost, mas ninguém pode negar o mérito dos roteiristas da série, principalmente nas viagens malucas pelo tempo. É simplesmente instigante, mesmo em cinco anos de série. E chega de falar porque senão vou começar a entregar as surpresasde quem ainda não assistiu.
Agora que venha Trueblood, que eu acabei de baixar. Será que é tão bom, quanto?
Meio rostos das versões macho e fêmea dos humanóides, habitantes do planeta Pandora
Depois de Comic Con é inevitável não crescer as expectativas em torno de Avatar, o novo filme de James Cameron [Titanic]. O mistério que envolve o trailer e os habitantes de Pandora aos poucos vai sendo revelado, principalmente depois da primeira imagem divulgada, aqui. Mas só isso é pouco, muito pouco e especulação é o que não vai faltar para os próximos dias, pelo menos até o dia 21 de agosto, data em que será divulgado oficialmente o primeiro vídeo oficial de Avatar. Até agora ninguém assistiu nada sobre o filme e o que existe até o momento na internet é tudo fake.
Quem nunca foi ao Cine Gemini, em São Paulo, pode estranhar o corredor que dá acesso as salas de projeção. É que o local é ambientado na década de 1970 e fica impossível não associar ao corredor de Overlook Hotel, do filme O Iluminado.
Os carpetes são um charme à parte. São dois tipos: o primeiro nas cores vermelho-laranja e o segundo azul-verde proporcionam um jogo de imagens psicodélicas. O banheiro, de azulejos vermelhos, dá um tom meio sombrio e, ao mesmo tempo, vintage.
As luzes são distribuídas em forma de estrela e os acentos de espera são de couro vermelho. Tudo parece muito antigo e bem cuidado. Quase não dá ninguém. As poucas pessoas da sessão que fui eram mais velhas e estavam sozinhas.
O ponto fraco do Cine Gemini são as poltronas. Antigas e desconfortáveis, não possuem aquele dispositivo de colocar copos de refrigerante. Em contrapartida, é muito gentil ao dar em forma de cortesia, paçoquinhas quando se paga o ingresso. Vale lembrar que por mais R$ 4,00 você ganha um novo ingresso para assistir outro filme no prazo de um mês.
Em tempos de cinemas de shoppings centers ultra-modernos com sons e tecnologias de ponta, vale a pena redescobrir lugares como o Cine Gemini que fica no coração da Av. Paulista e viver a experiência de assistir um filme num domingo friorento, chuvoso, numa sala quase vazia, antiga, mas muito charmosa.
Ontem, fui assistir Inimigo Público nº 1, filme francês de 2008. Mais uma vez, não era a minha primeira opção, mas como só tinha ele no horário… E não me arrependi! É certamente um dos melhores policiais que vi na vida. Vale ressaltar a atuação de Vicent Cassel, no papel de Jacques Mesrine, um gângster da vida real que sobreviveu ao mundo do crime de Paris durante a década de 1960.
Apesar de abusar de clichês sobre o tema, o diretor Jean-François Richet consegue prender o espectador com uma boa história, recheada com cenas de violência explícita. Mais que isso, só indo assistir o filme, mas um aviso: não ache que você vai sair do cinema, sabendo o que acontece com nosso anti-heroi. Fica subentendido que haverá continuação da história.
O trailer de Alice no País das Maravilhas causou frisson na internet essa semana. Não demorou muitas horas e o nome do filme já era trading topics do Twitter. Fato é que a semana foi agitada. Bem agitada. A Comic Con, convenção de fãs de histórias em quadrinhos chamou bastante a atenção, principalmente com a participação dos diretores James Cameron e Peter Jackson fazendo lobby ao cinema 3D. Parece mesmo que esse é o caminho, pelo menos na visão deles, que disseram que o 3D vai ser a salvação do cinema.
O próprio James Cameron aproveitou para anunciar o primeiro trailer de Avatar, filme que tá todo mundo roendo as unhas de ansiedade para assistir, para 21 de agosto. Gary Oldman disse que Batman 3 só em 2011. Saiu o trailer de The Book of Eli. Saiu o trailer de Ninja Assassin e por fim o trailer de Tron Legacy. E que tá todo mundo querendo ver o próximo filme da roteirista Diablo Cody, Jennifer’s Body muito em parte para ver como vai se sair em seu segundo filme, mas principalmente pra ver a maravilhosa Megan Fox. Para acabar a semana feliz, um vídeo feito especialmente para o Comic Con de Where The Wild Things Are entre o diretor do filme, Spike Jonze e o autor do livroMaurice Sendak. O que faz só aumentar nossas expectativas em relação ao filme.
Na Folha de S. Paulo (aqui para assinantes), o dirtetor de cinema Walter Salles escreveu hoje um artigo bem interessante sobre a crise do cinema independente nos Estados Unidos. A preocupação reside no fato de que nunca os filmes ditos alternativos estiveram em tão mal situação como hoje em dia. Existe a triste constatação que cerca de 90% dos filmes exibidos em Sundance, neste ano, nunca terão exibição no cinema. Vários estúdios fecharam distribuidoras, restrigindo a exibição em apenas poucos festivais.
O que resta para a gente que gosta de cinema? Inovações tecnológicas em 3D? Filmes recheados de efeitos especiais e pouco conteúdo? É só ver o ranking de bilheterias e constatar que boas histórias geralmente não rendem cifras gorduchas; é preciso explodir, desafiar as leis da física, ir contra o impossível, em resumo, ser impactante visualmente.
Existe público para filmes independentes? Eu acredito fielmente que sim. Principalmente nos grandes centros, onde pela quantidade maior de pessoas força a sobrevivência de algumas saletas, destinado ao filmes alternativos. Mas esqueça se você tiver no interior ou ainda se quiser pegar filmes desse tipo nas locadoras. Simplesmente você não os achará.
Apesar de querer incitar a ida mais vezes ao cinema independente, não dá para culpar o espectador. Até onde eu sei, todo mundo gosta de uma história bem contada, característica típica dos independentes. Portanto, falta mesmo mais divulgação e uma política de incentivos para as pessoas conhecerem melhor o cinema autoral.
Não dá para negar as maravilhas que Hollywood fez e faz pela gente, mas a medida que só privilegia grandes projetos, cujos orçamentos são acima dos 100, 200 milhões de dólares, faz do cinema uma arte elitista, resumida a pouquíssimos profissionais e a histórias direcionadas. Aqueles que por ventura insistirem em filmar, poderão correr o risco de ter que reunir os amigos em casa para mostrar o trabalho ou contar com a sorte de entrar num festival. Como todos sabemos, fazer cinema não é barato e nem sobrevive de esmolas. Mas, do jeito que as coisas vão…
Agradecimento ao Frank, do Drama Kingdom, pela dica.
Muito provavelmente você não deve se lembrar de Milena Canonero, ou talvez, nem saiba quem seja. Faz sentido, afinal ela não aparece nas telonas, porém tem mais Oscar que qualquer atriz da história de Hollywood. As três estatuetas que possui, vem de uma carreira de muito sucesso em mais de 40 anos como figurinista de filme homéricos.
Milena Canonero vem de berço esplêndido: Turim, Itália. Mas não é só isso, tem talento comprovado em filmes de Stanley Kubrick como Laranja Mecânica (quem não se lembra do macacão branco e coturnos pretos de Alex e sua turma?) e o aterrorizante O Iluminado. Tem participação também em filmes importantes como Expresso da Meia Noite (1978), Maria Antônieta (2006) e Viagem a Darjeeling (2007).
Seu próximo trabalho agora é Lobisomen, filme de Joe Johnston, tendo o ator Benicio Del Toro como lobisomen. Milena Canonero é ou não alguém que a gente deve muito respeito?