Butecando o Oscar: Melhor Animação

fevereiro 28, 2010

Uma das categorias mais queridas do grande público porque afinal, quem é que não gosta de uma boa animação? Apesar de parecer gênero infantil, muita coisa já foi feita tendo apenas os adultos como foco, ou alguém se esqueceu de Persépolis ou Balsa com Bashir? E mesmo em tempos de revolução 3-D, apenas dois (Up e Coraline) desfrutam desta tecnologia, o resto tudo no bom e velho 2-D. Os indicados:

Coraline. Menina se muda com os pais para uma casa enorme e na descoberta das inúmeras portas do casarão, encontra uma passagem que vai lhe abrir para um mundo paralelo, onde querem mantê-la presa, como sua filha. Um dos filmes mais elogiados de toda a temporada. Henry Selick acertou em cheio ao propôr uma arte moderna e bonita, aliando boa história.

O Fantástico Sr Raposo.  Outro filme aclamado pela crítica e pelo público, Wes Anderson traz a história do esperto  Sr Raposo que aproveita a situação para roubar galinhas, patos e gansos  de três homens. Cansados de tanto ser lesados, decidem se vingar do bichano. O circo então é armado: de um lado, os homens e suas escavadeiras afim de exterminar o ladrão;  e de outro, Sr Raposo e sua trupe cavando túneis para escapar. Conta com grandes nomes na dublagem e se não tivesse Up como concorrente, certamente levaria tudo.

A Princesa e o Sapo. Apesar de toda a parafernália tecnológica e suas histórias mirabolantes, os estúdios Disney ousou em trazer um filme bem tradicional, com princesa e conto pra lá de majado. Deu certo! O público, principalmente o infantil, adorou a história da primeira princesa negra e mesmo com todo o jeitão de animação tradicional, desbancou concorrentes fortes como Tá Chovendo Hamburguer! e emplacou a indicação.

The Secret of Kells. Brendan, um menino de 12 anos, vai viver um grande aventura, repleta de ações e perigo pois terá que enfrentar os temidos Vickings e uma deusa serpente para conseguir chegar ao seu objetivo que é encontrar um cristal e assim terminar o lendário livro de Kells. Chama a atenção a arte diferente da animação de Tomm Moore.

Up.  Pete Docter conta a história do ranzina Carl Fredricksen que após a morte da sua mulher e o sentimento de solidão, decide fazer a grande viagem da sua vida. Nela, acaba descobrindo que um intruso acabou indo junto. Temas importantes como lidar com a frustração com alguém que se admira, amizade entre gerações e o conhecer o diferente e ver que não é tão diferente assim são algumas das boas mensagens que o filmes dos estúdios Pixar-Disney querem passar.

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Butecando o Oscar: Melhor Curta-metragem de animação

fevereiro 26, 2010

Acessíveis a todos que possuem internet, os curta-metragens são um show à parte no Oscar. Engana-se porém quem acha que o trabalho é menor, inferior. Os detalhes das expressões e dos cenários comprovam que o trabalho é mesmo impecável, digno sim, de Oscar.

French Toast


Fabrice O. Joubert
Apesar de bacana, é preciso um pouco de paciência para assistir. As cenas são lentas e zzzz… próximo!

Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty


Nicky Phelan and Darragh O’Connell
Uma história mais bem contada, embora de animação não traga nada de muito diferente.

The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)


Javier Recio Gracia
Curta espanhol muito bem feito e ainda com história que prende a atenção do telespectador sobre o encontro muito engraçado de uma senhorinha com a morte.

Logorama


Nicolas Schmerkin
Um trabalho muito interessante de conjunção das marcas, dando sentido a uma história. Impressionante como Schmerkin conseguiu aprovação do projeto porque imagino as marcas brigando para aparecer mais tempo

Wallace and Gromit ‘A Matter of Loaf and Death’


Nick Park
Vencedor de três oscar, o último em 2008, Wallace and Gromit não tem como não se divertir. Sucesso garantido, e vem  de novo com tudo pra levar mais uma estatueta. Não há como esconder a marca de Nick Park, lembram de A Fuga das Galinhas?

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Butecando o Oscar: Edição de Som

fevereiro 22, 2010

Ouvidos atenciosos. Nesta categoria, a audição é parte fundamental para levar a estatueta dourada da Academia. Se para o telespectador normal o som só é lembrado quando o volume está demasiadamente alto ou baixo, para os profissionais desta área, todo o detalhe é minusciosamente estudado a fim de proporcional a melhor emoção para quem assiste. Os indicados:

Avatar. Lembrado em mais uma categoria técnica, o filme de James Cameron é uma overdose de sons e imagens produzindo um resultado final bastante impressionante! Não por acaso, o filme vem sendo tão elogiado e aplaudido mundo afora devido às experiências sensoriais. Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle são os responsáveis pela edição de som de Avatar.

Guerra Ao Terror. Sabe aquela situação quando acende-se uma bomba, seja ela um rojão ou aquela de riscar e jogar no chão e fica aquela tensão instantes antes de estourar. Guerra Ao Terror produz sensação semelhante ao trazer para os telespectadores toda a apreensão da explosão de uma bomba eminente. Ótimo trabalho de Paul N.J. Ottosson.

Bastardos Inglórios. Não deve ser fácil para um editor de som ter que mesclar drama, comédia, humor negro e ação tudo ao mesmo filme. Wylie Stateman conseguiu em Bastardos Inglórios! Acompanhar toda esta carga de emoções em forma de som não deve ter sido nada fácil, por isso, sua indicação é pra lá de justificada.

Star Trek. Foi-se o tempo em que cinema era mudo. O som é responsável por dar mais dinâmica a cena e em se tratando de Star Trek ele é fundamental. A parceria entre Mark Stoeckinger e Alan Rankin mostrou-se eficaz ao trazer aos ouvidos sensações que acompanhavam o corte da edição, dando ainda mais realismo às imagens de ficção científica.

Up. Se as cores vivas fazem de Up uma bela animação, seus ruídos e efeitos sonoros complementam ainda mais esta obra-prima da Pixar-Disney. Michael Silvers eTom Myers se aliam para levar o segundo Oscar da Pixar-Disney nesta categoria. O primeiro trabalho reconhecido foi Os Incríveis.

Quem deve ganhar: Avatar | Torcida Cinebuteco: Guerra Ao Terror | Na briga: Guerra Ao Terror e UP | Zebra: Star Trek.


Educação

fevereiro 22, 2010


Antes de tudo, devo assumir que não gostei do filme. O roteiro é de uma previsão tão óbvia que só se vale no final, quando ele inverte a condução da história para outro rumo, ainda assim, previsível.

Carey Mulligan esta sim vale uma análise mais aprimorada. No alto de seus 24 anos, a atriz se sai muito bem no papel da menina indecisa entre optar pelos estudos em Oxford ou acatar o pedido sedutor de casar com um homem mais velho. Seu talento logo mais será posto a prova em quatro filmes que ela fará na temporada 2010: Brighton Rock, Never Let Me Go, Wall Street: Money Never Sleeps e This Beautiful Fantastic. Vamos ficar de olho!

A diretora Lone Scherfig acerta a mão quando divide a história entre a pressão dos estudos para ingressar numa boa universidade e o prazer de viver em meio às festas e as coisas boas da vida. De resto, o filme reserva muito clichê e esteriótipos um tanto óbvios de mais para ser indicado a categoria de melhor filme, mas é também uma bom programa, caso a pedida seja descansar a cabeça com uma bela história de amor próprio.

Nota: 8,0/10.


“Honey” vence o Festival de Berlim

fevereiro 21, 2010

Caso passou batido ou como noticiou no domingo e você não ficou sabendo, então deixo aqui registrado o Urso de Ouro para o filme turco/alemão “Honey”, de Semih Kaplanoglu que conta a história de Yusuf, um menino de 6 anos, que está aprendendo a ler e a escrever e de seu pai um apicultor, que percorre um floresta que para Yusuf é repleta de mistérios e lendas, um espaço assombrado que trará à criança sonhos premonitórios e uma provação terrível. A crítica ficou seduzida pela beleza do filme. Honey é a última parte de uma trilogia do diretor que começou com Egg no Festival de Cannes de 2007  e Milk em Veneza de 2008.

Veja o trailer:


Butecando o Oscar: Efeitos Especiais

fevereiro 20, 2010

Esta categoria dispensa maiores comentários, né? E quem leva? Não resta dúvidas do favoritismo de Avatar, mesmo assim, vamos conhecer todos os indicados que são apenas 3:

Avatar. Fica até complicado falar o óbvio, mas fato é que Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones criaram os efeitos especiais mais incríveis já vistos na indústria do cinema até o momento. Abusando da tecnologia 3D, o filme  traz vida a seres azuis que parecem saltar à tela em meio a um planeta repleto de belezas naturais muito mais encantadoras que as da Terra.


Distrito 9. Que tal uma nave espacial que lembra o tamanho de um estádio de futebol estacionada no céu de uma metrópole como Joanesburgo? Assim começa Distrito 9, com muita ação e efeitos especiais sensacionais, principalmente na transformação do corpo de Wikus Van De Merwe, vivido pelo ator Sharlto Copley. Os responsáveis pelos efeitos especiais de Distrito 9 são Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken.

StarTrek. Cheio de disputas intergaláticas, Star Trek foi o último selecionado, eliminando candidatos fortes como 2012, G.I. Joe: A Origem de Cobra, Força G e até de Onde Vive Os Monstros. Só de ter vencido tantos filmes bons desta categoria, inclusive de 3D, Star Trek já merece o respeito dos cinéfilos. Levar aí já fica um pouco mais complicado. A equipe responsável pelo mérito de Star trek é composta por Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton.

Quem deve ganhar e Torcida Cinebuteco: Avatar | Na briga: —- | Zebra: Distrito 9.


Cinema em Casa: Dançando no Escuro

fevereiro 19, 2010

“Barulho é música”

Quem acompanha o blog já algum tempo, conhece bem meu apreço pela direção de Lars von Trier. Não por acaso, seu último trabalho – Anticristo – encabeçou a minha lista dos melhores filmes de 2009.

Então, fui conferir o aclamado Dançando no Escuro, mistura de drama e musical de 2000. A presença inquietante da cantora Björk como autista, papel que ela consegue vivenciar muito bem, faz do filme uma obra de arte, dificil de não querer assistir pelo menos mais uma vez.

A trilha também é de autoria dela. Entre delírios e sonhos, Selma, sua personagem, embarca num mundo particular onde consegue fazer música dos barulhos que ouve seja eles do metal da máquina em que opera do trabalho em uma metalúrgica ou dos passos que escuta do chão. Tudo vira motivo para que ela se sinta uma estrela de musical, gênero artístico que ela adora e que sonha um dia poder se apresentar.

Mas ela e seu filho, imigrantes do leste europeu nos Estados Unidos, moram sós e ambos possuem uma rara doença degenerativa nos olhos que vai cegando. Selma junta dinheiro para que um dia consiga ao menos pagar a cirurgia do filho, para que ele possa continuar enxergando.

O filme é pura sensibilidade, em atuação maestral de Björk. Não sabemos se tudo aquilo é encenação ou é ela mesma, devido as aparentes semelhanças entre a personalidade da cantora e sua personagem. O modo como Lars conduz a história é gradual, reveladora e cheia de beleza estética.

Para terminar fica também o elogio para todo o elenco, em especial, para Catherine Deneuve e David Morse, no papel do policial, juntos são fundamental para o sustento da história.

Nota: 10/10.


Butecando o Oscar: Edição de Imagem

fevereiro 18, 2010

De volta a série “Butecando o Oscar”, hoje falaremos sobre edição de imagem. E você sabe o que se leva em consideração nesta categoria? Imagina depois de todo o material gravado, chega a hora de lapidar o diamante, isto é, buscar as melhores cenas, os melhores takes, enfim, um baita trabalhão, por isso, merecem ser valorizados numa categoria especial. E os indicados são:

Distrito 9. Metáfora sobre o apartheid na África do Sul, Distrito 9 foi editado por Julian Clarke num ritmo alucinante e o que é melhor: deixando o espectador com gostinho de quero mais. Tudo leva a crer que haverá a continuação da saga. A forma como a história é contada prende o telespectador do começo ao fim. As cenas rápidas é o ponto forte do filme.

Guerra Ao Terror. Quem trabalha com edição sabe que o olho é um negócio exigente. Não se adapta a imagens paradas por muito tempo. Bob Murawski e Chris Innis souberam dosar o período da cena com o aumento da tensão nela, produzindo um efeito de angustia muito grande. Bom porque a ideia foi justamente passar as aflições e medos que um soldado sofre com a guerra.

Bastardos Inglórios. Evoluções na linguagem cinematográfica que ficaram marcadas na edição Sally Menke. Ao propôr um pause no fio condutor do roteiro e expôr um pensamento de algum personagem ou ainda apontar uma seta num lugar da cena para o espectador é algo inovador que merece ser analisado. Pode soar meio amador para uns e evolução para outros. A discutir.

Preciosa. Talvez seja o mais fraco desta categoria. Pessoalmente, não gostei do final que Joe Klotz junto com Lee Daniels propôs ao filme, achei também que a evolução de Precious ocorreu rápido demais, a partir da mudança, a personagem não parou mais de melhorar, como se a vida fosse realmente assim. Antes fosse!

Avatar. Não se sabe ao certo o que é real e o que é digital em Avatar. Mérito total de Stephen Rivkin, John Refoua e, é claro, James Cameron. Os caras fizeram um trabalho memoral, embora tenha gente (eu!) que achou que poderiam ter dado uma encurtada na história.

Quem deve ganhar: Guerra Ao Terror | Torcida CineButeco: Bastardos Inglórios| Na briga: Distrito 9 e Avatar | Zebra: Bastardos Inglórios.


O Mensageiro

fevereiro 17, 2010


Nada como um feriado prolongado para a gente poder descansar e voltar com gás total para a cerimônia do Oscar. Mas como nem tudo é folia, carnaval também serve pra assistir bons filmes.

E então O Mensageiro foi a pedida. O filme levou duas indicações ao Oscar (ator coadjuvante – Woody Harrelson e roteiro original – Alessandro Camon e Oren Moverman). Dificilmente, O Mensageiro será premiado em alguma das categorias. De qualquer maneira, é um drama bem elaborado que mereceu as indicações que levou.

Uma dupla de sargento de guerra tem a difícil missão de comunicar aos famíliares a morte de soldados norte-americanos em combate no Iraque. Dois sargentos que aparentemente pouco tinham em comum acabam se aproximando, devido a obrigação do trabalho e também às semelhanças que o tempo acabou revelando. A história evolui no momento em que Montgomery, o novato na função de mensageiro, acaba se apaixonando por uma viúva a quem ele foi noticiar a morte do marido.

De fato, o roteiro é mesmo o ponto alto do filme que utiliza de muita sutileza para tratar a relação fria e seca entre os dois colegas de trabalho e também o drama psicológico enfrentado pelos dois sargentos ao ter que levar o sofrimento ao comunicar a morte de soldados aos ente queridos.

Na minha opinião, Ben Foster também deveria ser lembrado como ator principal e Samantha Morton como atriz coadjuvante. Estreia neste fim de semana nos cinemas. Assista e tire sua conclusão.

Nota: 9,0/10.


Butecando o Oscar: Direção de Arte

fevereiro 12, 2010

Não basta ser bom, tem que ser bonito. Pensando nesta linha, a categoria Direção de Arte premia o filme que mais cuidado teve com os ambientes e a harmonia dos objetos no enquadramento. Vamos aos indicados:

Avatar. Se tem alguma coisa que os críticos de Avatar não podem dizer é que o filme é feio. Rick Carter, Robert Stromberg e Kim Sinclair capricharam no visual totalmente colorido e tridimensional de Avatar. A cena do ritual debaixo da árvore é de um preciosismo e um cuidado com os detalhes que os olhos quase não conseguem captar a imagem em sua plenitude, devida a tanta informação. Mesmo assim é uma experiência riquíssima e altamente aconselhável para quem ainda não assistiu.

Sherlock Holmes. Reconstituição de uma época elegante na Inglaterra. Esta foi a missão de Sarah Greenwood e Katie Spencer para contar os causos de Sherlock Holmes. Em meio a cenários escuros e misteriosos, muito bom gosto e um toque de requinte complementa a direção de arte do filme de Guy Ritchie.

A Jovem Vitória. Como complemento à indicação de figurino, A Jovem Vitória também foi lembrada em direção de arte, devido o cuidado com a reconstituição da época de ouro da Inglaterra. Apesar de convencional, Patrice Vermette e Maggie Gray fazem um bom trabalho que mereceu ser reconhecido pela Academia.

O Imaginário do Doutor Parnassus. Psicodelia e muita piração das cabeças de Dave Warren, Anastasia Masaro e Caroline Smith na constituição da arte baseada nos contrastes entre cores, produzindo efeitos bastante interessantes. Vale lembrar que o filme conta com a última atuação de Heath Ledger. Ainda não conferi, mas só pelo trailer achei a indicação totalmente justa.

Nine. Como se não bastasse a beleza do elenco, John Myhre e Gordon Sim também capricham no cenário de Nine fazendo com que o telespectador se sinta adaptado num teatro para assistir um musical. Os cenários são deslumbrantes e a indicação totalmente merecida. Destaque para a cena final.

Quem deve ganhar e Torcida CineButeco: Avatar | Na briga: O Imaginário do Doutor Parnassus | Zebra: Nine.


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