Recordar

janeiro 31, 2009

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças é dos meus filmes favoritos e a música Everybody Gotta Learn Sometimes do Beck é sensacional!

Bom fim de semana a todos…


Especial OSCAR 2009: Quem Quer Ser Um Milionário?

janeiro 30, 2009

Dentre os indicados de melhor filme, Slumdog Millionaire ou Quem Quer Ser Um Milionário? é o que reúne mais condições de sair da cerimônia do Oscar com o maior número de vitórias. O projeto rodado na Índia, dirigido pelo diretor Danny Boyle [Trainspotting | A Praia], é um marco para o cinema indiano que há tempos investe em infra-estrutura para criar uma indústria cinematográfica de primeira e Slumdog Millionaire oficializa e inaugura novos tempos à Bollywood.

Slumdog Millionaire conta a vida de Jamal Malik, um jovem pobre que decide participar de um programa de TV, daqueles tipo Show do Milhão, do Sílvio Santos. Mesmo analfabeto, Malik se dá muito bem no programa. Faltando apenas uma pergunta para o grande prêmio, o programa encerra para deixar a expectativa para o outro dia. Durante o período que separa um programa do outro, a polícia quer saber se o rapaz está trapaceando. Aí, Malik aproveita o início do programa do dia seguinte para contar a sua história desde a infância sofrida e a razão pela qual participa do programa, que é claro, não vou contar para não estragar a surpresa.

Deste modo, Slumdog Millionaire faz um paralelo com a realidade de muita (mas muita) gente que vive na Índia e, ao mesmo tempo, que pode ser visto como um drama, também pode ser encarado como uma crítica social àquele país. São 10 indicações com chances reais de levar em melhor filme, diretor, trilha sonora, mixagem de som e edição de som.

O ruim é que o filme só estréia no Brasil em março, ou seja, depois do Oscar. Já tem um monte (mais um monte mesmo) de gente baixando ou comprando pirata. Uma pena atrasarem tanto tempo para passar o filme aqui.

Site oficial de Slumdog Millionaire.


Especial OSCAR 2009: O Curioso Caso de Benjamin Button

janeiro 29, 2009

Que tal passar a trajetória da vida de trás para frente? Sim, da velhice para a infância. O pavor humano de envelhecer sugere quase uma curiosidade natural por O Curioso Caso de Benjamin Button, do diretor David Fincher, que outrora já nos presenteou com belos trabalhos como Se7en e Clube da Luta. Nesses filmes, a parceria Fincher-Pitt  se mostrou eficaz, mas foi só agora em OCCBB que conseguiram ambos o reconhecimento da Academia.

E não foram só eles. Ao todo, o filme levou 13 indicações, um a menos que o recorde dado a Titanic (1997) e A Malvada (1959). Prova de que OCCBB foi um projeto muito bem elaborado, preocupado com todos os elementos que constituem um grande filme.

Estranho que mesmo com todo esse trabalho estrutural, focado para vencer muitos prêmios, o público vem se mostrando dividido. Elogiam os efeitos especiais, mas condenam uma suposta semelhança com Forrest Gump. Detalhe: os dois filmes em questão foram escritos pelo mesmo roteirista, Eric Roth. A fotografia é uma obra-prima. O chileno Claudio Miranda consegue enquadrar cenas que ficarão na memória como por exemplo, o ballet, a piscina, o passeio de motocicleta, entre outros tantos.

Outro ponto a ressaltar: o casal Brad Pitt e Cate Blanchett mostra-se entrosadíssimo, os dois já atuaram juntos em Babel (ótimo por sinal) e nesse agora conseguem nos levar para dentro da história e partilhar um drama angustiante: o amor tendo que ser adaptado por conta de um “misterioso caso”.

Enfim, a mensagem do filme é belíssima e não há quem fique emocionado no fim do “espetáculo”. Arrisco dizer que O Curioso Caso de Benjamin Button possa figurar entre os grandes filmes da década de 2000, mesmo que não seja tão premiado no Oscar quanto merece.

Site oficial de The Curious Case of Benjamin Button.


Especial OSCAR 2009: O Leitor

janeiro 28, 2009

De best-seller internacional do escritor alemão, Berhnard Schlink, para as telas de Hollywood. O Leitor é considerado o azarão na lista de indicados a melhor filme do Oscar 2009, desbancando Batman – Cavaleiros das Trevas, Wall-E, Gran Torino, The Wrestler, Foi apenas um sonho e tantos outros filmes que a crítica e os cinéfilos de plantão na internet insistiam colocar na frente de O Leitor.

Embora com ressalvas, o filme tem seus méritos. O diretor Stephen Daldry acaba de confirmar seu prestígio na Academia pela terceira indicação em três filmes. Antes, tinha sido lembrado por Billy Eliot e As Horas. Além disso, conta com ninguém menos que Kate Winslet e Ralph Fiennes no elenco.

A história se concentra em Hanna Schmitz (Kate Winslet) que vive na Alemanha pós-nazista. Ela guarda um grande segredo: era vigilante, responsável por encaminhar judeus para as câmaras de gás. Mas com o fim do nazismo, Hanna tenta recomeçar a vida. Ela acaba virando uma espécie de enfermeira ao cuidar de Michel Berg (David Kross) um jovem estudante que ficara adoecido. Logo, iniciam um intenso romance, mesmo ela sendo bem mais velha que ele.  Depois de um certo tempo,  Hanna desaparece misteriosamente. Eles se reencontram anos depois com Michel Berg já aluno de Direito que acompanha julgamentos de crimes de guerra cometidos pelos nazistas. Para surpresa dele, Hanna está sentada no banco dos réus no Tribunal. Michel Berg, já adulto (Ralph Fiennes) vai em busca da verdade sobre a mulher que marcou sua vida.

Como ainda não assisti, limito a descrição do filme. Deve ser um drama que envolve erotismo (de qualidade!), paixão, política e história, tudo isso carregado de mistério com final inesperado. O Leitor concorre em cinco categorias: melhor filme, diretor, atriz, roteiro adaptado e fotografia. Nada mal para quem tinha recebido duras críticas na época de sua estréia nos EUA.

A grande expectativa é se Kate Winslet será enfim premiada com a estatueta que há tanto tempo persegue. Pode não ser o melhor trabalho dela, mas após seis indicações, talvez tenha chegado a hora. E assim O Leitor ficará marcado não como um excelente filme, mas como aquele que conseguiu dar um oscar a uma das melhores atrizes da atualidade.

O site oficial de The Reader.


Especial OSCAR 2009: Frost/Nixon

janeiro 28, 2009

A Academia sempre apreciou filmes que recontam algum fato histórico. Lembram de Munique, A lista de Schindler, Todos os homens do presidente e o próprio Milk – que concorre este ano? Todos têm em comum o roteiro “baseado em fatos reais”.

Frost/Nixon é a adaptação de uma peça de teatro de muito sucesso da Broadway e relembra a entrevista explosiva do ex-presidente norte-americano Richard Nixon a uma rede britânica de televisão. Nixon fora obrigado a renunciar do cargo, após o escândalo de Waltergate. (Assista Todos os homens do presidente e fique por dentro da história).

O jornalista que sabatina o ex-presidente é David Frost. Ele comanda um talk show em decadência e percebe uma incrível oportunidade em explorar o caso com uma série de entrevistas com o polêmico ex-presidente Nixon.

O filme então conta todos os detalhes da produção até conseguir o tal encontro histórico. A entrevista é tensa e cheia de embates. Nixon tenta-se defender de seus crimes políticos, enquanto Frost cresce na entrevista com perguntas diretas e ácidas.

Ron Howard, diretor de Frost/Nixon, é conhecido por agradar a crítica por seu trabalhos. Tanto é que mais uma vez está aí entre os indicados ao Oscar. Ele já levou uma estatueta pra casa pelo fantástico Uma mente brilhante.

Além disso, Frost/Nixon é grande porque a interpretação de seus atores Michael Sheen e Frank Langella consegue convencer o público e a crítica com sua densidade dramática. Uma curiosidade: durante os 33 dias de filmagens, Langella pedia a todos da produção que só o chamasse de “Mr. President” para que pudesse sentir e passar toda a aura do que representa ser o presidente do “united states of america”… Ambos os atores também encenam a história na peça de teatro e, é claro, Langella é um dos indicados ao Oscar. A previsão de estréia de Frost/Nixon no Brasil é 20 de fevereiro, a sexta-feira que antecede a cerimônia de entrega do Oscar.

Site oficial de Frost/Nixon.


Especial OSCAR 2009: Milk – A voz da igualdade

janeiro 27, 2009

Quem já assistiu, não titubeia nem meio segundo para apontar Milk como um dos melhores títulos de 2008. O filme conta a história de Harvey Milk, o primeiro homem político declaradamente gay nos Estados Unidos e sua luta pelos direitos dos homossexuais na agitada década de 1970.

A direção de Gus Van Sant [Elephant | Paris Jet Aime “Les Marais”| Paranoid Park] parece ser o ponto alto de Milk, ao lado – é claro – da atuação marcante de Sean Penn no papel principal. Sant consegue transferir para as telas toda a sensibilidade da causa de Milk sem recorrer aos esteriótipos, que por um lado deixaria a história mais fácil de ser contada e compreendida, por outro, a tornaria mais banal.

Milk tem um caráter marcadamente de protesto e evidencia a força da mobilização social por uma causa. Com oito indicações ao Oscar, pode ser que saia com prêmios importantes como melhor filme, diretor, ator e roteiro original, mas em nenhuma dessas categorias a vitória é certa. Portanto, mais do que prêmios e reconhecimentos, Milk cumpre um outro compromisso: o de oferecer ao telespectador uma boa história bem contada, encenada por um elenco de qualidade. Enfim, mais que um aspecto isolado, Milk é ótimo por inteiro.

Site oficial de Milk.


SAG em fotos

janeiro 26, 2009

imagem4

Anthony Hopkins envelheceu demais e esqueceu de nos avisar…

imagem22
… e que banho de loja, hein Taraji P. Henson?

imagem5

Angelina e Pitt no melhor estilo vintage

imagem6

Penélope Cruz e Kate Winslet pagando de amigas na frente das câmeras

imagem7

Mickey Rourcke com cara de sujo e o costumeiro óculos escuros

imagem32

Raph Fiennes encourajando a todos a assumir a carequês…

imagem91

Meryl Streep, de calça, para buscar o prêmio. Nem ela acreditava?

imagem10

Eita!

imagem111

A imagem da noite