À Deriva

Muito mais que um bom filme, À Deriva, de Heitor Dhalia [O Cheiro do Ralo] é um filme bonito. Não só pela história em si que fala sobre família, tema universal, mas principalmente pela fotografia, pelo local das filmagens e da ambientação do cenário e figurino [Alexandre Herchcovitch] para a década de 1980.

A narração é centrada na menina Felipa, de 14 anos, que está de férias com a família na paradisíaca praia de Búzios e descobre que seu pai, um escritor, tem uma amante. Ao mesmo tempo, Felipa está se descobrindo como mulher.

À Deriva é bom porque consegue cumprir o propósito, o qual se lança: falar sobre drama familiar com um toque de charme. Para isso, conta com um reforço de peso no elenco: o francês Vicent Cassel e Débora Bloch convencem no papel do casal em crise e a atriz norte-americana Camilla Belle como amante.

Quanto à menina Felipa, vivida por Laura Neiva, descoberta na rede de relacionamentos Orkut pelo diretor Heitor Dhalia, conseguiu vencer o desafio de sua estreia no cinema e não comprometeu o projeto. Conta a favor a beleza peculiar de Laura que parece viver aquele raro momento em que conforme o ângulo que se vê, parece uma menina, em outro; mulher.

O filme de Heitor Dhalia teve exibição no festival paralelo a Cannes, chamado um Outro Olhar e reforça a tendência verificada nos últimos filmes nacionais de que dá para filmar boas histórias sem explorar apenas a favela e o Nordeste como tema.

Nota: 8,0/10.

À Deriva tem blog oficial com imagens e vídeos do filme. Vale a visita!

6 respostas para À Deriva

  1. Humberto disse:

    Pois é, era ele que eu queria ter assistido no final de semana. Vou ver no próximo.

    Ótima resenha, pra variar.
    Abs!

  2. […] Império CINEBUTECO “Muito mais que um bom filme, À Deriva, de Heitor Dhalia é um filme bonito. Não só pela […]

  3. Dewonny disse:

    Quero muito ver esse filme!
    Teu comentário meu deixou mais ansioso!
    Abs! Diego!

  4. Fer disse:

    Fernando, antes de dar qualquer nota para o filme A Deriva, assista primeiro ao filme “Chuva de Verão” (Rain), um filme neozelandes de 2001. A Deriva é simplesmente cópia dele. Inclusive saiu uma matéria na folha comparando os dois filmes. Não elogie tanto assim A Deriva, afinal esse filme brasileiro de original não tem nada.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u608475.shtml

  5. cinebuteco disse:

    Oi Fer,
    Interessante o link que você me passou sobre a comparação INEVITÁVEL entre “À Deriva” e o “Chuva de Verão”. Contudo, não elogiei o filme por sua originalidade, porque de fato não tem muita, mas pontuei principalmente a plasticidade do filme. Veja como iniciei o texto: “Muito mais que um bom filme, À Deriva, de Heitor Dhalia [O Cheiro do Ralo] é um filme bonito”. Assim dentro desta perspectiva, o 8.0 é sim uma nota, para mim, justa.

    Obrigado

  6. […] 9º lugar À Deriva: Filme brasileiro que remonta com qualidade acima da média a década de 1980,  o que é inevitável lembrar da minha infância. Figurino e fotografia sensacionais. Saiba mais. […]

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