Cinema em casa: Persepolis

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Creio eu que muitos que aqui visitam, já teve a grata oportunidade de assistir Persepolis, uma animação francesa que acabou levando uma indicação ao Oscar 2008 na categoria Melhor animação. No ano de Ratatouille, Persepolis não levou, mas ficou consagrado como um filme cult e super referência para quem quer falar de política sem ser chato.

Seria Marjane, a menina desenhada em preto e branco do filme, a nova Mafalda das famosas tirinhas de jornais? É possível traçar algumas semelhanças entre as duas personagens. Apesar de muito jovens, têm um ponto em comum: o interesse inquietante pela política. A semelhança termina aqui. Uma é da Argentina e a nossa Marjane está bem longe: Irã.

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Os diretores Vicent Parannaud e Marjane Satrapi quiseram fazer um filme autobiográfico e político, mesclando aspectos importantes da história recente do país, sem cair no documentário frio e objetivo, mas numa visão diferenciada de uma menina, que se desenvolve acompanhando a revolução iraniana e suas implicações que até hoje são vistas nos notíciários. O olhar é interessante porque quase nunca é abordado, num país ainda extremamente fechado às igualdades entre homens e mulheres.

A confronto entre as culturas ocidental e oriental, as ideologias, a xenofobia, a passagem da fase adulta, tudo é muito bem registrado em Persépolis. A conversa com Deus é para mim um das cenas mais legais. Quem não assistiu, fica a dica.

Nota: 8,5/10.

8 respostas para Cinema em casa: Persepolis

  1. luis galvão disse:

    Persépolis me surpreendeu muito, se fazer um desenho com alto teor político já é dificil, usar como cenário um país tão complicado quanto o Irã é quase um desafio, feito muito bem pelos diretores e cartunistas. É claro que eu prefiro ‘Ratatouille’, mas ‘Persépolis é realmente emocionante.

  2. O filme é muito bom mesmo. Eu li as HQ’s e a adaptação não fica nem um pouco atrás. Excelente animação.

  3. Santiago. disse:

    Além da relação político-social que você bem frisou, o que chegou a me emocionar, é a relação que Marjane possui com a avó. Elas possuem uma cumplicidade única que é quebrada apenas com a morte de sua vó. Toquei nisso, para mostrar que além dos temas públicos que permeiam a animação, a vida particular dos personagens também são relevantes na trama. Ou seja, nem de longe é um “documentário frio e objetivo”, e é mesmo para quem quer falar de História e “política sem ser chato”.

    P.S.: Legal também é a música Eye of the Tiger na animação.

    Abraço.

  4. Vinícius P. disse:

    Uma das melhores tentativas de aproximar o gênero de animação do público mais adulto – provavelmente até definindo esse estilo, visto posteriormente em “Valsa com Bashir”.

  5. Pedro Tavares disse:

    Gosto muito desse filme. Tudo parece estar na medida certa para fazer discurso e entreter ao mesmo tempo.

  6. cinebuteco disse:

    Legal! Todos os comentários vieram para enriquecer o post. Muito obrigado pela contribuição, pessoal!!!🙂

  7. Dewonny disse:

    Fico feliz q tenha apreciado da melhor forma essa belíssima animação em preto e branco!
    Acho q vc leu meu comentário lá no meu. achei excelente. nota 9.0!

  8. Paulo Paiva disse:

    D+ ! antenado com o que hà de bembom! parabéns pelo blog

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