Cinema em Casa: Dançando no Escuro

“Barulho é música”

Quem acompanha o blog já algum tempo, conhece bem meu apreço pela direção de Lars von Trier. Não por acaso, seu último trabalho – Anticristo – encabeçou a minha lista dos melhores filmes de 2009.

Então, fui conferir o aclamado Dançando no Escuro, mistura de drama e musical de 2000. A presença inquietante da cantora Björk como autista, papel que ela consegue vivenciar muito bem, faz do filme uma obra de arte, dificil de não querer assistir pelo menos mais uma vez.

A trilha também é de autoria dela. Entre delírios e sonhos, Selma, sua personagem, embarca num mundo particular onde consegue fazer música dos barulhos que ouve seja eles do metal da máquina em que opera do trabalho em uma metalúrgica ou dos passos que escuta do chão. Tudo vira motivo para que ela se sinta uma estrela de musical, gênero artístico que ela adora e que sonha um dia poder se apresentar.

Mas ela e seu filho, imigrantes do leste europeu nos Estados Unidos, moram sós e ambos possuem uma rara doença degenerativa nos olhos que vai cegando. Selma junta dinheiro para que um dia consiga ao menos pagar a cirurgia do filho, para que ele possa continuar enxergando.

O filme é pura sensibilidade, em atuação maestral de Björk. Não sabemos se tudo aquilo é encenação ou é ela mesma, devido as aparentes semelhanças entre a personalidade da cantora e sua personagem. O modo como Lars conduz a história é gradual, reveladora e cheia de beleza estética.

Para terminar fica também o elogio para todo o elenco, em especial, para Catherine Deneuve e David Morse, no papel do policial, juntos são fundamental para o sustento da história.

Nota: 10/10.

7 respostas para Cinema em Casa: Dançando no Escuro

  1. Humberto disse:

    Sou suspeito pra falar de Lars Von Trier, embora não tenha assistido Dançando no Escuro. Mas quando assisti Dogville no cinema paguei o micão de levantar no meio do filme e aplaudir cara, rs (OK, era uma sessão fechada pra faculdade, mas mesmo assim). Eu amo Dogville, assim como saí chocado do cinema em Manderlay. Só falta agora o lendário terceiro filme da trilogia, rs.

    Abs!

  2. Elton Telles disse:

    E alguns ainda insistem que a ressurreição do musical veio com “Moulin Rouge!”. Não estou subestimando o poder do filme de Baz Luhrmann, mas “Dançando no Escuro” é definitivo. Filme sensacional, história comovente e Björk numa atuação devastadora e contagiante. Ela é o grande centro do filme.

    ABS!

  3. Beto disse:

    Um dos filmes mais tocantes de todos os tempos. Tranquilamente um dos melhores da década. Abs!

  4. Jack Lewis disse:

    Fernando, como vai?
    Está ai um que verei em breve!

  5. Vinícius P. disse:

    “Dançando no Escuro” pode ser considerado como o melhor filme do Lars Von Trier. É uma das poucas vezes que uma cantora me convenceu completamente como atriz.

  6. Amanda Aouad disse:

    “dificil de não querer assistir pelo menos mais uma vez.” Não, não, Fernando, eu acho que não teria coragem de rever esse filme. Não por ter achado ruim, mas porque foi o filme que mais chorei em minha vida. É fantástico, Björk dá um show de interpretação, sem dúvidas, o melhor de Lars Von Trier, mas é sofrido demais. Eu solussava ao desligar o DVD, ainda bem que vi o filme sozinha, senão iam me chamar bebê chorão, hehe.

  7. Não aprecio tanto assim Von Trier. Mas é sempre interessante visitar seu cinema. Ele é sem dúvidas um dos cineastas mais eloquentes e provocadores da atualidade. E esse filme em particular, na minha opinião, é um de seus melhores trabalhos. ABS

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