Caso 39

Demorou, mas enfim estreou nos cinemas brasileiros Caso 39. E tinha uma certa curiosidade pelo filme. Quer dizer, não propriamente pelo filme em si, pois já tinha lido críticas não tão favoráveis, além do fraco desempenho no cinema americano. Mas, queria ver a atuação da atriz Renée Zellweger (Diário de Bridget Jones) e porque tinha escolhido o projeto para atuar. Ainda ontem perguntava no Twitter se valeria a pena assistir ao filme e as opiniões foram divididas.

Pois bem! Caso 39 começa num ritmo interessante, criando um ambiente tenso de suspense. Mas, da metade para o final, o roteiro se perde. Algumas cenas se repetem e não dá para entender como o diretor Christian Alvart perdeu “a” oportunidade de fazer um filme de suspense cult. No mundo do futebol, diríamos que o atacante perdeu um gol feito.

Sim, primeiro porque o enredo é bom: uma menina aparentemente inocente é ameaçada de sofrer abusos dos pais. A assistente social acompanha o caso e decide adotá-la. Aos poucos, ela percebe que a criança não é assim tão boazinha como ela imaginava. Segundo, o elenco é bacana. A menina Lilly, interpretada pela ótima Jodelle Ferland segura a responsabilidade de ser o papel decisivo da trama, além de Renée Zellweger que se não está fenomenal, ainda é uma boa atriz. (até quando?)

A sensação que dá é que o diretor misturou as bolas. Começou no suspense, depois quis passar uma mensagem de que as famílias andam com problemas no relacionamento entre pais e filhos e terminou num terror de quinta categoria. Clichê então, Alvart não economiza ao formatar personagens esteriotipados, fazendo com que a qualidade do filme vai lá pra baixo.

Caso 39 não chega a ser ruim, mas sofre com alguns problemas graves que não o deixam ser classificado como bom. Para quem gosta do gênero, o filme trás momentos de tensão e só.

3 respostas para Caso 39

  1. Amanda Aouad disse:

    Desse, confesso que fugi, literalmente, hehe. Mas, a solução é aquele clichê americano de sempre??

  2. Ainda não vi, mas acho que 90% dos filmes de terror realizados atualmente se encaixam nessa tua descrição desse filme.

  3. Eu vou esperar o torrent. Mas aposto que tem gente simijando no cinema. Quero ver encarar “The Shinning” na telona, com tudo escuro e frio…

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