No toque de 5 segundos #7

maio 31, 2010


5. BOMBA! Guilherme del Toro abandona a realização de The Hobbits. A produção, aguardadíssima pelos milhares de fãs da trilogia Senhor dos Anéis, está empacada. E esta foi justamente a alegação do diretor mexicano para abandonar o projeto. O filme seria originalmente lançado em junho de 2011, depois para novembro do mesmo ano e agora The Hobbit só deve ter estreia em 2012. Guilherme del Toro continua na co-autoria do roteiro junto com Peter Jackson na adaptação do romance de J.R.R. Tolkien. Aguardemos cenas do próximo capítulo.

4. Depois do sucesso em O Escritor Fantasma, Ewan McGregor é anunciado como o astro no novo filme de Terry Gillian (O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus), em substituição a Jhonny Depp que abandonou o projeto. Nas palavras de Gillian: “Ewan só melhora com o passar dos anos. Ele estava maravilhoso em O Escritor Fantasma (de Roman Polanski)”. E podem se preparar: vem mais aventuras recheada de fantasia neste novo filme de Gilliam. Em breve, mais informações.

3. O contestado Alice no País das Maravilhas alcançou a marca de US$ 1 bilhão. É também a maior estreia de todos os tempos para o mês de março e a maior estreia em 3D. Outras curiosidades: é o sexto filme a entrar na casa dos bilhões, sendo que é o segundo de Jhonny Depp. É ou não é O cara?

2. No sábado, vi Filhos da Guerra, filme de 1990 sobre um jovem que sobrevive ao Holocausto, escondendo sua identidade judaica, tendo que aliar ao exército hitlerista para conseguir sobreviver. Interessante a análise do filme porque aborda a visão dos nazistas em relação a Guerra e mostra que nem tudo era alienação, mas o filme não é lá aquelas coisas não.


1. Prova de Sex and The City 2 realmente decepcionou é que em sua semana de estreia não conseguiu ficar na liderança da bilheteria. O filme fez $32.1M no fim de semana e $46,3M se contarmos a pré-estreia. O lider da semana foi Shrek Para Sempre que marcou $43,3M ($133M). A terceira posição ficou para os estúdios Disney com Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo que em sua estreia marcou apenas $30,2M. Homem de Ferro 2 ainda figura entre os 5 mais ao fazer $16M ($275M) e na quinta colocação, Robin Hood, $10,3M ($83M).

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Especial 50 anos de Psicose

maio 30, 2010

O portal IG fez um especial muito bacana em homenagem aos 50 anos de Psicose. Bem interativo e com muita informação interessante, o usuário pode simular um check-in no misterioso Bates Hotel, tudo sob a supervisão do mestre Hitchcock. Muito bom mesmo. Vale a pena fuçar!

Quem ainda não viu, acesse aqui.


O Escritor Fantasma

maio 30, 2010

Neste novo policial de Roman Polanski, o telespectador é levado à privacidade do mais alto escalão da política inglesa. Um escritor (Ewan McGregor) é contratado para escrever a biografia do ex-primeiro ministro Adam Lang (Pierce Brosnan), em substituição ao outro “escritor fantasma” que morre misteriosamente.

Adam Lang acusado de cometer crimes de guerra, passa a viver num recanto isolado nos Estados Unidos, longe da pressão da imprensa e da opinião pública. É neste contexto que chega o novo “ghost”. Ele começa a descobrir informações confidenciais que podem colocar em risco a própria vida.

A partir daí, Polasnki dá um show de direção e conduz o personagem de McGregor de forma maestral em busca do passado do tal primeiro-ministro. O desenrolar da trama conduz ao final explosivo e revelador.

Um salve a atuação do elenco, à produção dos cenários e a exposição de belíssimos carros. O roteiro também é digno de honras porque é extremamente rico de fatos e evita a todo o momento os clichês do gênero. Enfim,  O Escritor Fantasma é daqueles policiais de primeira porque exige do telespectador concentração e poder de associação de acontecimentos. Muito bom!


Javier Bardem e Penélope Cruz: Casal dourado

maio 28, 2010

Bonitos e ainda por cima talentosos. Javier Bardem e Penélope Cruz formam o casal mais badalado de Hollywood no momento. Só para constar: cada um deles tem uma estatueta dourada na estante, ambos vêm em ascensão na carreira e sim já caíram nas graças do mundinho de Los Angeles, mesmo sendo espanhois.

Semana passada, ele conquistou a Palma de Ouro, requisitado prêmio de Cannes que confere ao vencedor certo prestígio e status na profissão pelo filme “Biutiful”. Muitos já o colocam na lista dos cinco indicados para melhor ator no Oscar 2011, mesmo ainda longe da cerimônia.

Penélope Cruz apadrinhada pelo diretor Pedro Almodovar chegou gerando suspeitas sobre seu talento, principalmente pelo seu carregado sotaque espanhol. Mas aos poucos foi conquistando espaços em filmes importantes e entrou definitivamente no main-stream após a atuação perfeita de “Vicky Cristina Barcelona”, do diretor Woody Allen. Depois disso, ela conquistou uma vaga no seleto elenco do musical Nine e aí sua exposição na mídia conquistou a troposfera.

Agora, ela estreia um filme bem menos importante, mas que lhe confere um novo status de mulher elegante e bem vestida. Os cinemas abrem hoje a sessão de Sex and The City 2, o seriado que teima em achar que consegue também ser filme. Se vai ser bom, a gente ainda não sabe, mas é certo que muita gente vai conferir e lhe dar alguns trocados na sua conta bancária. Sem contar a decisão que tomou em participar de Piratas do Caribe 4, filme considerado dos mais lucrativos do cinema atual. Pelo jeito, ela está mesmo afim de colher os frutos que plantou. Certamente, mais para frente, voltará a fazer filmes mais direcionados ao Oscar.

Javier Barden, por sua vez, continuará sua campanha pelo interessante “Biutiful”, até a reta final da temporada, período destinado as premiações. Ele certamente fará bastante sucesso com o filme, mas o que chamou a atenção na premiação de Cannes foi ao agradecer pela conquista, aproveitar a oportunidade e declarar em público o seu amor a atriz Penélope Cruz, presente no evento de gala. Foi bonito de se ver!

Angelina Jolie e Brad Pitt que se cuidem.


Robin Hood

maio 27, 2010

Se tem alguma coisa que não funciona em Robin Hood, essa coisa é a direção. Ridley Scott tenta repetir a mesma fórmula que dera certa com Gladiador há 10 anos, mas em Robin Hood acabou por se mostrar repetitiva.

É bem verdade que a produção é impecável. As cenas iniciais de invasão a um castelo ou a tomada da tropa de cavalo já no final, percorrendo os verdes vales ingleses é de uma beleza ímpar.

Contudo, Ridley Scott que adora um épico (Gladiador, A Cruzada e Robin Hood) utiliza várias vezes o mesmo take, a mesma angulação de filmes anteriores. E isso fica mais evidente porque utiliza o mesmo ator de Gladiador, Russell Crowe. Aí, as comparações ficam inevitáveis!

O roteiro também deixa um pouco a desejar porque é lento no início, por vezes confuso, mas se recupera da metade para o final. Ao contrário do que muitas críticas apontam, achei Russell perfeito no papel, além de Cate Blanchett sempre eficiente. O elenco todo, de maneira geral, foi muito bem.

Engana-se quem espera ver uma história do herói que roubava dos ricos para dar aos pobres. O foco neste projeto de Scott foi contar como Robin Longstride acabou se transformando no mito que até hoje é famoso.

No final das contas, somando os prós e subtraindo os contras, Robin Hood resultou numa obra interessante. Aventura, ação, romance e um final que bem que sugere uma continuação… será?


Cinema Nacional vai às Universidades

maio 26, 2010

Despertar o interesse pelo cinema nacional, exibir filmes que foram pouco vistos nas salas de cinema convencionais e promover discussões sobre nossa cinematografia e sociedade a partir dos filmes selecionados é a proposta do CINE B, realizado pela Brazucah Produções em parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

O CINE B é um projeto, que já exibe filmes em espaços comunitários para pessoas que não tem acesso ao cinema, seja por questões financeiras, distância das salas de exibição ou de hábito, como proposta de democratização cultural. Foram mais de 16 mil espectadores em cerca de 130 exibições, em 3 anos de projeto.

Nesse mês de maio o CINE B inicia um novo projeto em conjunto com a Brazucah que levará filmes nacionais às Universidades, com a proposta de formação de publico para o cinema brasileiro, já que algumas pesquisas apontam que os jovens entre 18 e 22 anos são os maiores freqüentadores de cinema e esse público se encontra justamente dentro das universidades.

No projeto, os filmes escolhidos geralmente estiveram em cartaz nos cinemas por pouco tempo. As regras desse mercado são cruéis e geralmente não é possível que a propaganda boca a boca funcione e o filme amadureça na sala de cinema. O projeto aparece para dar maior vida útil ao filme e levá-lo para as universidades, ao conhecimento de jovens que nem sabiam de sua existência e propor discussões sobre o tema retratado e o próprio cinema nacional.

O CINE B NAS UNIVERSIDADES inicia o circuito com as exibições dos filmes:

LONGA METRAGEM: “SIMONAL, NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI”

De Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.

A trajetória do ex-cabo do exército Wilson Simonal, que se tornou cantor de grande sucesso nos anos 60. Lançado por Carlos Imperial, Simonal vendeu milhões de discos e lotou estádios em

seus shows até ser condenado ao ostracismo devido à acusação de que era informante da ditadura militar, o que sempre negou.

CURTA-METRAGEM: LEVANTE A SUA VOZ

Do Coletivo Intervozes de Pedro Ekman.

Vídeo documentário produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta Ilha das Flores, de Jorge Furtado, com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

PROGRAMAÇÃO

Onde

Quando

Horário

Endereço

Uniban

26 / maio

20h

Av. dos Autonomista, 1.325 –
Osasco

ifesp

1° junho

17h

Estrada do Caminho Velho, 333 Bairro dos Pimentas – Guarulhos

Up-date: Hoje na sessão da Uniban tem a presença do Max de Castro e do Simoninha para debater o documentário sobre o pai deles, o Simonal. Vale à pena prestigiar!



Por que Mary e Max é legal?

maio 26, 2010

Porque uma animação baseada em fatos reais já é um fator diferencial. Segundo, a arte é feia. Como assim? Os personagens possui uma estética, digamos, diferenciada: são mais gordinhos, possuem olheiras e os defeitos estão estampados na cara. A menina Mary, por exemplo, é apresentada logo no início por ter uma mancha parecida com a cor de coco na testa e Max é mostrado como um cara obeso, introspectivo, tímido e pouco social.

Aliás, a animação toda é meia acinzentada, amarronzada que ora remete a tristeza, ora imagens antigas. As cores, na verdade, reflete o espírito de vida de Max e Mary que possuem um elo que os ligam: a solidão.

O tema amizade volta dar as caras num tom quase literal em Mary e Max. Ela é uma garotinha australiana, ele um senhor nova-iorquino. Supostamente nunca iriam se encontrar, mas o destino acabou aproximando-os. Cansada da solidão, Mary decidi acompanhar sua mãe ao correio e pegar um endereço qualquer para mandar uma carta a Max, sem ter a menor ideia de quem era. A amizade então aproxima pessoas tão diferentes e tão próximas ao mesmo tempo.

Juntos, eles constroem uma bela forma de amizade e apoiados nessa amizade tornam-se pessoas melhores. Mary e Max é aquele projeto simples, em partes, porque todo o desenho é feito em massinha (stop-motion), mas o que eu quero dizer com simples é que tem uma tema universal, acessível a todos e que toca todo mundo.

O ano de 2010 tem reservado ótimas animações. Até agora vi dois que gostei muito: Como Treinar Seu Dragão e Mary e Max. Ao que li por aí, Shrek Para Sempre não faz jus ao elogio do começo do parágrafo, mas só vamos poder assistir em 9 de julho. Antes disso, temos o aguardado projeto do estúdios Pixar-Disney, o Toy Story 3 em 3D. A expectativa é grande, mas ao ver pelas animações assistidas, os estúdios parceiros terão vida difícil para levar o tri no Oscar.