Presidential Reunion: Funny or Die

junho 13, 2010

No post abaixo, mencionei um novo filme de Jim Carrey, o tal Presidential Reunion, mas na verdade é uma brincadeira feita pelo site Funny or Die. No vídeo, Barack Obama recebe a visita surpresa de ex-presidentes americanos no seu quarto, quando já está em seus aposentos com Michelle Obama. Jim Carrey é Ronald Reagan. Vale a pena assistir!


Mais drama para Jim Carrey

junho 12, 2010

Ator famoso das comédias, Jim Carrey voltou aos cinemas com um filme menos engraçado, o drama aliás é um gênero que ele desempenha muitíssimo bem, embora com poucas atuações nesse sentido.

É uma pena! Seus personagens em Show de Truman, depois no excepcional Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e agora em O Golpista do Ano (I love you Phillip Morris) são de um aprofundamento dramático que a gente até consegue esquecer daquela cara que ele faz em O Máscara ou então em Ace Aventura.

Talvez o grande problema comercial de O Golpista do Ano seja levar aos fãs do ator, um filme considerado por muitos inclassificável, ele parece engraçado e até começa num tom de comédia, mas na metade para o final acaba sendo  um  drama e dos bons. Outro fator que pode ter afetado o desempenho do projeto é que Carrey vive um homossexual, com algumas cenas fortes de sexo, assustando os telespectadores mais conservadores. Até agora, o filme não conseguiu estreia nos Estados Unidos e não há datas previstas para ganhar as salas americanas.

O ator que goza de certo prestígio com a crítica e é adorado pelo público, sabe como poucos fazer rir e também emocionar. Coisa rara de se ver por aí. Em 2010, ele ainda volta aos cinemas, fazendo aquilo que mais gosta: comédia; num filme de Ron Howard, chamado Presidential Reunion. Neste novo trabalho, Carrey viverá o presidente Ronald Reagan. E parece ser bem interessante porque o filme é uma reunião dos presidentes americanos com a presença dos personagens de Barack Obama, George W. Bush, Bill Clinton, Jimmy Carter, Gerald Ford e o já mencionado Regan. Desde já, imperdível.


O Grande Ditador

junho 9, 2010

A nova geração de cinéfilos habituada às modernas técnicas de efeitos especiais, incluindo o fenômeno 3D, deve sentir um certo desconforto em passar mais de duas horas assistindo O Grande Ditador, filme de Charles Chaplin.

Explico: o filme se passa na década de 1940 e possui cenários simples, atuações que mescla o cinema falado com o não-falado e uma comédia inocente, quase macarrônica, mas a gente precisa lembrar que a originalidade está aqui. Foi ele que começou com as piadinhas que hoje achamos bobas. Mas se são tão bobas assim, porque até hoje o seriado Chaves do SBT faz sucesso? E por quanto tempo Didi e a Turma dos Trapalhões reinaram na TV brasileira? Todos eles beberam da mesma fonte: Charles Chaplin.

O telespectador que quiser maior proveito da obra, vai precisar imergir o olhar na época em que o filme foi concebido para entender toda a importância de O Grande Ditador na história cinematográfica.

Charles Chaplin está hilário na caracterização de Hynkel, um arquétipo de Hitler. Os discursos para o público são as melhores cenas. No filme, ele ainda é um barbeiro judeu que sofre nas mãos opressoras do ditador nazista, bem como toda a comunidade judia.

O mérito maior de Charles Chaplin, ator, diretor e também roteirista do filme foi reunir situações engraçadas, românticas e o melhor: corajosas ao criticar Hitler e suas atitudes ditatoriais. Como mencionei ali em cima, o filme foi feito em 1940, isto é, contemporâneo a Hitler. A ousadia lhe rendeu frutos: Chaplin acabou sendo expulso dos Estados Unidos. O discurso que ele profere para a multidão no final é arrebatador e talvez seja justamente este o motivo de sua expulsão. Indicado a 5 Oscars, foi sucesso de público e crítica, o que fortaleceu ainda mais o conceito de gênio do cinema a Charles Chaplin.


Elevado 3.5

junho 8, 2010

Vencedor do Festival É Tudo Verdade de 2007, o documentário Elevado 3.5 volta às telonas num momento crucial do tema abordado: o Elevado Costa e Silva, mais conhecido entre os paulistanos como Minhocão. O projeto viário – de beleza duvidosa – voltou às manchetes de jornais porque o atual prefeito Gilberto Kassab pretende pôr no chão o elevado afim de valorizar a região central de São Paulo.

O documentário de João Sodré, Maíra Bühler e Paulo Pastorelo surge então como um registro interessante para sentirmos o que os moradores dos prédios entornos acham  daquele espaço peculiar da cidade. A sensação que dá é que a produção escolheu a dedo os depoentes do documentário. Só aparecem pessoas sui generis, dando a entender que morar próximo ao Minhocão dispiroca a cabeça de todo mundo: o idoso que já foi rico e hoje vive sozinho num cubículo de 6m2, a eterna moradora da Casa do Estudante da USP, a transexual que se sente em casa no centro de São Paulo, o taxista que coleciona flores e por aí vai.

Todos de maneira geral apreciam o local onde moram e não saberiam escolher um outro lugar para morar. Ouvir as histórias de vida de gente tão diferente é muito legal e aí o mérito de Elevado 3.5, mas o documentário peca porque alguns takes são longos e cansativos. Algumas pessoas aparecem, mas não falam; outras falam mas não aparecem. O cuidado com a produção também deixa a desejar: imagens um pouco estouradas e por ora aparecem microfones que não deveriam ser mostrados. Tudo isso acaba prejudicando um pouco o documentário.

Mas Elevado 3.5 é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais do fabuloso centro de São Paulo e sua gente cheia de histórias interessantes para contar.


Cinema em Casa: Albergue Espanhol

junho 4, 2010

É inevitável! Assistir Albergue Espanhol dá uma vontade imensa de viajar para fora do país. O diretor Cédric Klapisch consegue transmitir para o telespectador toda aquela aura saudosa (por minha parte) de viver numa república, repleta de pessoas diferentes que apesar de parecer no primeiro momento estranhas, acabam por se revelar amizades eternas.

A história foca no jovem francês Xavier (Romain Duris) que decide estudar Economia na Espanha durante um ano, para conquistar um emprego bacana, indicado por um amigo de seu pai, que exigia tal conhecimento.

E é lá em Barcelona que Xavier parece desabrochar para a vida. Ele deixa a namorada Martine (Audrey Tautou) na França e em terras espanholas conhece novas pessoas de outras nacionalidades, mas acaba se envolvendo emocionalmente com uma outra francesa, que conhece ainda no avião que o levava para Espanha.

Um ano. Mas pareceu uma vida toda. Na despedida dos amigos, Xavier reflete sobre tudo que praticou durante o período que esteve fora. Os conflitos, as amizades, os erros e os acertos tudo é colocado na balança para pesar se valeu ou não a pena ter ido a um outro país. O resultado, eu deixo para vocês assistirem. 🙂

Um filme sem pretensões, mas muito bem feito. Rodado em 2002, continua sendo super atual para quem anda meio perdido e está na dúvida sobre decisões na vida. E ainda por cima tem Radiohead na trilha…. ❤

Ainda não assisti, mas me informaram que Bonecas Russas do mesmo Cédric Klapisch é tipo uma continuação do filme, mas centrado apenas no casal Xavier e Martine que também são com os mesmos atores. A conferir!


O Escritor Fantasma

maio 30, 2010

Neste novo policial de Roman Polanski, o telespectador é levado à privacidade do mais alto escalão da política inglesa. Um escritor (Ewan McGregor) é contratado para escrever a biografia do ex-primeiro ministro Adam Lang (Pierce Brosnan), em substituição ao outro “escritor fantasma” que morre misteriosamente.

Adam Lang acusado de cometer crimes de guerra, passa a viver num recanto isolado nos Estados Unidos, longe da pressão da imprensa e da opinião pública. É neste contexto que chega o novo “ghost”. Ele começa a descobrir informações confidenciais que podem colocar em risco a própria vida.

A partir daí, Polasnki dá um show de direção e conduz o personagem de McGregor de forma maestral em busca do passado do tal primeiro-ministro. O desenrolar da trama conduz ao final explosivo e revelador.

Um salve a atuação do elenco, à produção dos cenários e a exposição de belíssimos carros. O roteiro também é digno de honras porque é extremamente rico de fatos e evita a todo o momento os clichês do gênero. Enfim,  O Escritor Fantasma é daqueles policiais de primeira porque exige do telespectador concentração e poder de associação de acontecimentos. Muito bom!


Robin Hood

maio 27, 2010

Se tem alguma coisa que não funciona em Robin Hood, essa coisa é a direção. Ridley Scott tenta repetir a mesma fórmula que dera certa com Gladiador há 10 anos, mas em Robin Hood acabou por se mostrar repetitiva.

É bem verdade que a produção é impecável. As cenas iniciais de invasão a um castelo ou a tomada da tropa de cavalo já no final, percorrendo os verdes vales ingleses é de uma beleza ímpar.

Contudo, Ridley Scott que adora um épico (Gladiador, A Cruzada e Robin Hood) utiliza várias vezes o mesmo take, a mesma angulação de filmes anteriores. E isso fica mais evidente porque utiliza o mesmo ator de Gladiador, Russell Crowe. Aí, as comparações ficam inevitáveis!

O roteiro também deixa um pouco a desejar porque é lento no início, por vezes confuso, mas se recupera da metade para o final. Ao contrário do que muitas críticas apontam, achei Russell perfeito no papel, além de Cate Blanchett sempre eficiente. O elenco todo, de maneira geral, foi muito bem.

Engana-se quem espera ver uma história do herói que roubava dos ricos para dar aos pobres. O foco neste projeto de Scott foi contar como Robin Longstride acabou se transformando no mito que até hoje é famoso.

No final das contas, somando os prós e subtraindo os contras, Robin Hood resultou numa obra interessante. Aventura, ação, romance e um final que bem que sugere uma continuação… será?