O Grande Ditador

junho 9, 2010

A nova geração de cinéfilos habituada às modernas técnicas de efeitos especiais, incluindo o fenômeno 3D, deve sentir um certo desconforto em passar mais de duas horas assistindo O Grande Ditador, filme de Charles Chaplin.

Explico: o filme se passa na década de 1940 e possui cenários simples, atuações que mescla o cinema falado com o não-falado e uma comédia inocente, quase macarrônica, mas a gente precisa lembrar que a originalidade está aqui. Foi ele que começou com as piadinhas que hoje achamos bobas. Mas se são tão bobas assim, porque até hoje o seriado Chaves do SBT faz sucesso? E por quanto tempo Didi e a Turma dos Trapalhões reinaram na TV brasileira? Todos eles beberam da mesma fonte: Charles Chaplin.

O telespectador que quiser maior proveito da obra, vai precisar imergir o olhar na época em que o filme foi concebido para entender toda a importância de O Grande Ditador na história cinematográfica.

Charles Chaplin está hilário na caracterização de Hynkel, um arquétipo de Hitler. Os discursos para o público são as melhores cenas. No filme, ele ainda é um barbeiro judeu que sofre nas mãos opressoras do ditador nazista, bem como toda a comunidade judia.

O mérito maior de Charles Chaplin, ator, diretor e também roteirista do filme foi reunir situações engraçadas, românticas e o melhor: corajosas ao criticar Hitler e suas atitudes ditatoriais. Como mencionei ali em cima, o filme foi feito em 1940, isto é, contemporâneo a Hitler. A ousadia lhe rendeu frutos: Chaplin acabou sendo expulso dos Estados Unidos. O discurso que ele profere para a multidão no final é arrebatador e talvez seja justamente este o motivo de sua expulsão. Indicado a 5 Oscars, foi sucesso de público e crítica, o que fortaleceu ainda mais o conceito de gênio do cinema a Charles Chaplin.


No toque de 5 segundos #8

junho 7, 2010


5. O feriado prolongado rendeu bons papos sobre cinema. A conversa gerou indicação de livros, textos e filmes. Um desses indicados foi O Grande Ditador, de Charles Chaplin. As pecularidades da obra de 1940 são muito interessantes e não cabem em poucas linhas. Então, em breve faço um post só sobre o filme.

4. Feriado, frio… o jeito mesmo foi se esconder debaixo das cobertas, assistindo a um bom filme. Revi Piaf, filme que rendeu Oscar a atriz Marion Cotillard por sua interpretação impecável da cantora Edith Piaf. Este filme é um daqueles casos em que vale a pena ver de novo. O trabalho todo é primoroso. Destaco o roteiro e é óbvio, a atuação de Cotillard.

3. Ontem foi dia da entrega do MTV Movie Awards. Nenhuma surpresa. Veja os vencedores da Pipoca Dourada:

Melhor Atriz: Kristen Stewart (Lua Nova)
Estrela Revelação: Anna Kendrick (Amor Sem Escalas)
Melhor Atuação Assustada: Amanda Seyfried (Jennifer’s Body)
Melhor Beijo: Stewart and Robert Pattinson (Lua Nova)
Melhor Momento WTF (what the fuck): Ken Jeong (The Hangover)
Melhor Vilão: Tom Felton (Harry Potter and the Half-Blood Prince)
Astro Mais Foda: Rain
Melhor Ator: Pattinson
Melhor Comédia: Zach Galifianakis (The Hangover)
Melhor Filme: Lua Nova

2. Depois do sucesso (superestimado) de Quem Quer Ser Um Milionário?, Danny Boyle agora é cotado para dirigir a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Britânico, Boyle está terminando 127 Horas, que tem previsão de estreia ainda para este ano. Além dos cinemas, o diretor também vem dirigindo a peça Mary Frankenstein, no Teatro Nacional de Londres.

1. Mesmo depois de seu 4º episódio, Shrek continua sendo sucesso de público. É impressionante como o ogro conquistou pessoas dos 8 aos 80 anos de idade. O filme liderou as bilheterias americanas do fim de semana. Shrek Para Sempre fez $25M ($183M). A segunda colocação ficou para a estreia Get Him to the Greek $17,4M. Outra estreia que também se deu bem foi Killers, ficando em 3º e faturando $16,1M. A 4ª colocação foi Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo com $13.9M ($59.5M). Sex And The City 2 terminou sua segunda semana de exibição na 5º posição $12.7M ($73.4M).