Criação

março 23, 2010

Se um filme que se diz biográfico é produzido e lançado no ano em que se comemora 200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 anos de sua obra A Origem das Espécies subentende-se que este filme abordará fatos importantes da trajetória do cientista até chegar a sua brilhante teoria, certo?

Bem, pelo menos era isto que esperava do filme de Jon Amiel e, para minha frustração, não encontrei. Em Criação, Darwin já concluíra sua expedição à America do Sul, onde teria feito uma série de observações da natureza e retirado hipóteses que iriam mudar para sempre o entendimento da evolução da vida na Terra.

Criação não mostra a tal viagem que, na verdade, seria a parte mais interessante da história. No filme, Darwin já está de volta a Inglaterra, e em conflito entre criar a nova teoria que iria revolucionar o mundo e as pressões próprias e da esposa que é contrária as ideias aparentemente malucas do marido, além de bater de frente com os preceitos da ideologia cristã.

Mas o roteiro se perde. Colocam uma filha de Darwin que aparece como uma super companheira e admiradora incondicional do pai e infelizmente acaba morrendo.  Aí ele passa a ver e a escutar a filha morta, que o estimula a publicar A Origem das Espécies.

Não sei precisar se o Darwin verdadeiro também teve as tais visões de uma filha morta, o problema é que o filme acaba desvirtuando o rumo da história na relação filha-pai e o grande feito de Darwin que foi a descoberta da permanente evolução das espécies, ficou relegada a segundo plano.

Vale mencionar a boa atuação de Paul Bettany e da menina que faz a filha de Darwin, Martha West. Ambos mostram muito afinamento e se deram super bem em cena, mas a ideia que tinha do filme era outra. Queria mais sobre as conquistas de Darwin e menos de sua vida íntima.

Assista, caso você não tenha coisa melhor a fazer. Aviso: se você é um curioso das teorias de Darwin são grandes as chances de se decepcionar.

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Creation abre o Festival de Toronto

julho 14, 2009

creation
No ano em que se comemora 200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 da sua teoria sobre a evolução das espécies, a organização do Festival de Toronto anunciou ontem Creation, filme de Jon Amiel, o que abrirá oficialmente o evento. Nunca é demais lembrar que foi depois da vitória de Toronto, ano passado, que Quero Ser Um Milionário despontou como grande favorito ao Oscar.

Vamos ver como o diretor vai contar a vida do homem que conseguiu escandalizar a Igreja com sua teoria racional e determinista sobre quem somos, de onde viemos, para onde vamos, bláh, bláh, bláh…

Paul Betany será Darwin. Para quem não se lembra, Betany era o monge albino Silas, de O Código da Vinci. Previsão de estreia só em abril de 2010.