Caminhos novos

junho 22, 2010

Não é fácil dizer isso, mas a partir de hoje deixo o CineButeco. Foi um ano e sete meses no comando do blog em que termino conhecendo muito mais de cinema, além de fazer novas amizades e ficar fã de outros blogs.

Pode parecer besteira dizer que é difícil abandonar o blog, mas só quem tem um sabe o apego que a gente acaba criando com ele. Pensa todo dia no que escrever e sempre que pode dá uma olhadinha na quantidade de visitação ou se tem novos comentários. É assim comigo, deve ser assim com vocês.

Dois grandes amigos que acabei fazendo por aqui antes mesmo do CineButeco, quando eu ainda tinha o falecido CocoLoko, tratam-se do Humberto, do O Humberto Explica e Rafael do Suburbanismos. Nós sempre nos acompanhamos, mesmo tendo blogs de temáticas diferentes. Espero continuar com a leitura de vocês, amigos!

Agradeço imensamente a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos que me adotou no grupo e me fez presente na blogosfera especializada. Vinícius que desde sempre apareceu por aqui, contribuindo e muito com seu conhecimento. O Luis Galvão com seus textos sempre precisos e parece dizer o que eu gostaria de dizer. O Gustavo, do Mulhollandcinelog é leitura obrigatória para quem gosta de análises certeiras sobre filmes mais antigos. Dias desses descobri que ele é meu conterrâneo, de Assis, interior de São Paulo.

Tem também a sabedoria e o excelente trabalho de Amanda, com o seu ótimo CinePipocaCult que acabei ficando fã e leitor assíduo. E Reinaldo que do nada apareceu e logo foi mostrando sua íncrível capacidade de produção de textos sobre cinema. Gosto muito das análises que ele faz. Enfim, todos aqueles que estão presentes na listas de blogs são muito especiais para mim.

Eu estou partindo para um novo projeto ao lado do André, do Além da Ficha Técnica. Desde o início do ano, viemos trabalhando na criação de um site. Eis que surgiu o Salada de Cinema. A proposta continua a mesma: escrever e trazer à discussão aquilo que a gente mais gosta: cinema. A diferença é que agora teremos colaboradores, inclusive com a participação do Reinaldo e a intenção é fazer uma cobertura maior, numa perspectiva mais profissional.

Peço a todos que visitavam aqui, que por favor, acompanhe a nova saga no Salada de Cinema.

Abraços!


Um filme estranho

junho 17, 2010

O blog Playlist, especializado em cinema,  anunciou oficialmente o elenco de Girls, Guns & Gambling, do diretor e escritor indie Michael Winnick. O editor do Playlist considerou o elenco todo estranho, veja só: Christian Slater, Gary Oldman e Dane Cook.

Ok! Até aí não tinha achado assim tão estranho. Mas olha a enredo: o filme mescla imitadores de Elvis, índios, bêbado, cowboys modernos, um assassino, um garoto órfão, um xerife corrupto e uma prostituta em uma perseguição de um artefato inestimável produzido por indígenas americanos roubado durante um jogo de pôquer em um cassino indígena. Onde tudo isso vai acabar?

Slater será o bêbado que irá entrar num concurso, cujo o imitador de Elvis, interpretado por Oldman, será seu principal concorrente. Cock será o xerife e só a pergunta que se faz é como é que Oldman aceitou um projeto desses, embora será interessante vê-lo no papel de imitador de Elvis.


No toque de 5 segundos #9

junho 14, 2010


5. Maravilhosa! Angelina Jolie está fantástica nesta primeira imagem divulgada de The Tourist. Para completar o visual, tem também Jhonny Depp… O que será que podemos esperar desta dupla em ação, hein? Aguardemos.

4. Um foi pouco. Dois foi bom… agora três é definitivamente demais. Confirmado a sequência de Fúrias de Titãs desta nova versão. Dois roteiristas terão o desafio de produzir a continuação da saga de Perseu: Dan Mazeau (Jhonny Quest) e  David Leslie Johnson (Orfã). Receio que vem bomba!

3. Depois do sucesso de crítica, Katryn Bigelow, vencedora na categoria Melhor Direção e Melhor Filme com Guerra ao Terror, dirigirá o episódio piloto de Miraculous Year (Ano Milagroso), série que será exibida pela HBO, onde ela também será a produtora-executiva. O programa vai retratar os batidores das cenas de Broadway. O elenco parece grandioso com a presença de Frank Langella, Nobert Leo Butz, Hope Davis, que venceu o Tony Awards ontem(o Oscar do teatro americano) e PattiLu Pone.

2. Alguém aí se anima com Popeye? Tá aí um desenho que eu nunca gostei. O filme de 1980, dirigido por Robert Altman e interpretado por um jovem Robin Williams foi um fracasso tremendo, agora estão querendo fazer a versão 3D deste filme de 30 anos atrás, numa estranha mistura de animação e imagens reais. É a corrida desenfreada dos estúdios pela febre 3D. Questionável! (falando sobre o tema, tem um interessante post do Claquete Cultural discutindo os efeitos 3D no cinema)


1. Quem diria? O remake de Karate Kid liderou as bilheterias do fim de semana em sua estreia com $56M. Bom? Acredito que para este filme sim. Em segundo lugar também uma estreia: Esquadrão Classe A ficou bem abaixo, fazendo $26M. Terceira posição para Shrek Para Sempre que faturou $15,8M ($210M). Get Him to the Greek cai duas posições, ficando em quarto lugar: $10,1M ($36,5M) e na quinta colocação e encerrando os top-five, Killers $8,17M ($30,7M). No próximo fim de semana, prepare-se por bilheterias arrebatadoras, vem aí: Toy Story 3.


Presidential Reunion: Funny or Die

junho 13, 2010

No post abaixo, mencionei um novo filme de Jim Carrey, o tal Presidential Reunion, mas na verdade é uma brincadeira feita pelo site Funny or Die. No vídeo, Barack Obama recebe a visita surpresa de ex-presidentes americanos no seu quarto, quando já está em seus aposentos com Michelle Obama. Jim Carrey é Ronald Reagan. Vale a pena assistir!


Mais drama para Jim Carrey

junho 12, 2010

Ator famoso das comédias, Jim Carrey voltou aos cinemas com um filme menos engraçado, o drama aliás é um gênero que ele desempenha muitíssimo bem, embora com poucas atuações nesse sentido.

É uma pena! Seus personagens em Show de Truman, depois no excepcional Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e agora em O Golpista do Ano (I love you Phillip Morris) são de um aprofundamento dramático que a gente até consegue esquecer daquela cara que ele faz em O Máscara ou então em Ace Aventura.

Talvez o grande problema comercial de O Golpista do Ano seja levar aos fãs do ator, um filme considerado por muitos inclassificável, ele parece engraçado e até começa num tom de comédia, mas na metade para o final acaba sendo  um  drama e dos bons. Outro fator que pode ter afetado o desempenho do projeto é que Carrey vive um homossexual, com algumas cenas fortes de sexo, assustando os telespectadores mais conservadores. Até agora, o filme não conseguiu estreia nos Estados Unidos e não há datas previstas para ganhar as salas americanas.

O ator que goza de certo prestígio com a crítica e é adorado pelo público, sabe como poucos fazer rir e também emocionar. Coisa rara de se ver por aí. Em 2010, ele ainda volta aos cinemas, fazendo aquilo que mais gosta: comédia; num filme de Ron Howard, chamado Presidential Reunion. Neste novo trabalho, Carrey viverá o presidente Ronald Reagan. E parece ser bem interessante porque o filme é uma reunião dos presidentes americanos com a presença dos personagens de Barack Obama, George W. Bush, Bill Clinton, Jimmy Carter, Gerald Ford e o já mencionado Regan. Desde já, imperdível.


O Grande Ditador

junho 9, 2010

A nova geração de cinéfilos habituada às modernas técnicas de efeitos especiais, incluindo o fenômeno 3D, deve sentir um certo desconforto em passar mais de duas horas assistindo O Grande Ditador, filme de Charles Chaplin.

Explico: o filme se passa na década de 1940 e possui cenários simples, atuações que mescla o cinema falado com o não-falado e uma comédia inocente, quase macarrônica, mas a gente precisa lembrar que a originalidade está aqui. Foi ele que começou com as piadinhas que hoje achamos bobas. Mas se são tão bobas assim, porque até hoje o seriado Chaves do SBT faz sucesso? E por quanto tempo Didi e a Turma dos Trapalhões reinaram na TV brasileira? Todos eles beberam da mesma fonte: Charles Chaplin.

O telespectador que quiser maior proveito da obra, vai precisar imergir o olhar na época em que o filme foi concebido para entender toda a importância de O Grande Ditador na história cinematográfica.

Charles Chaplin está hilário na caracterização de Hynkel, um arquétipo de Hitler. Os discursos para o público são as melhores cenas. No filme, ele ainda é um barbeiro judeu que sofre nas mãos opressoras do ditador nazista, bem como toda a comunidade judia.

O mérito maior de Charles Chaplin, ator, diretor e também roteirista do filme foi reunir situações engraçadas, românticas e o melhor: corajosas ao criticar Hitler e suas atitudes ditatoriais. Como mencionei ali em cima, o filme foi feito em 1940, isto é, contemporâneo a Hitler. A ousadia lhe rendeu frutos: Chaplin acabou sendo expulso dos Estados Unidos. O discurso que ele profere para a multidão no final é arrebatador e talvez seja justamente este o motivo de sua expulsão. Indicado a 5 Oscars, foi sucesso de público e crítica, o que fortaleceu ainda mais o conceito de gênio do cinema a Charles Chaplin.


Elevado 3.5

junho 8, 2010

Vencedor do Festival É Tudo Verdade de 2007, o documentário Elevado 3.5 volta às telonas num momento crucial do tema abordado: o Elevado Costa e Silva, mais conhecido entre os paulistanos como Minhocão. O projeto viário – de beleza duvidosa – voltou às manchetes de jornais porque o atual prefeito Gilberto Kassab pretende pôr no chão o elevado afim de valorizar a região central de São Paulo.

O documentário de João Sodré, Maíra Bühler e Paulo Pastorelo surge então como um registro interessante para sentirmos o que os moradores dos prédios entornos acham  daquele espaço peculiar da cidade. A sensação que dá é que a produção escolheu a dedo os depoentes do documentário. Só aparecem pessoas sui generis, dando a entender que morar próximo ao Minhocão dispiroca a cabeça de todo mundo: o idoso que já foi rico e hoje vive sozinho num cubículo de 6m2, a eterna moradora da Casa do Estudante da USP, a transexual que se sente em casa no centro de São Paulo, o taxista que coleciona flores e por aí vai.

Todos de maneira geral apreciam o local onde moram e não saberiam escolher um outro lugar para morar. Ouvir as histórias de vida de gente tão diferente é muito legal e aí o mérito de Elevado 3.5, mas o documentário peca porque alguns takes são longos e cansativos. Algumas pessoas aparecem, mas não falam; outras falam mas não aparecem. O cuidado com a produção também deixa a desejar: imagens um pouco estouradas e por ora aparecem microfones que não deveriam ser mostrados. Tudo isso acaba prejudicando um pouco o documentário.

Mas Elevado 3.5 é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais do fabuloso centro de São Paulo e sua gente cheia de histórias interessantes para contar.


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