fevereiro 9, 2010

Talvez estejamos em uma das categorias mais abertas da edição 2010 do Oscar. O Globo de Ouro premiou Amor Sem Escalas, enquanto que o West (Writers Guild of America) escolheu Preciosa. Vamos a cada um dos indicados:
Distrito 9. O aclamado filme do estreante Neill Blomkamp é uma adaptação aos cinemas do game Halo. O roteiro é do próprio Blomkamp em parceria com Terri Tatchell. A história se desenvolve a partir da péssima relação entre humanos e extra-terrestres que chegaram por engano à Terra e aqui ficaram como prisioneiros. Tudo leva a crer que haverá continuação.
Educação. Quem disse que a vida precisa ser convencional? Seguir um caminho já traçado? Esta é, ainda que muito por cima, a ideia principal de Educação, do roteirista Nick Hornby que se baseou num artigo da jornalista inglesa Lynn Barber que relata a forma como esta, enquanto adolescente, foi seduzida por um homem mais velho.
In The Loop. Desta vez uma comédia no melhor estilo britânico sobre os percausos causados por um ministro após uma declaração numa estação de rádio de que a “guerra” é inevitável. A atrapalhada do político vai parar na ONU. Confusão na certa! Há quem diga que é uma cria do famoso Queime Depois de Ler, dos irmãos Coen. A equipe de roteiristas responsavéis por In The Loop é composta por Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche.
Preciosa. Vida sofrida contada num tom panfletário. Este poderia ser um resumo básico do roteiro de Geoffrey Fletcher ao contar como o descaso e a falta de estrutura podem ser menores quando se tem vontade e amor. O filme ainda trás a luz o trabalho burocrático porém necessário do assistencialismo social dos Estados Unidos.
Amor Sem Escalas. Quer ver uma crônica dos nossos dias atuais em forma de filme? Assista Amor Sem Escalas. Relata com muita dignidade a crise que os Estados Unidos ainda estão passando ao focar na história de Ryan Bingham, um profissional especializado em demitir funcionários não tão essenciais de empresas em tempo de crise. Fala também sobre os relacionamentos, a vida corrida do dia-a-dia e os ensinamentos que podemos tirar de tudo isso. O roteiro é de Jason Reitman (que também é o diretor) e Sheldon Turner.
Quem deve ganhar e Torcida Cinebuteco: Jason Reitman e Sheldon Turner - Amor Sem Escalas | Na briga: Geoffrey Fletcher – Preciosa | Zebra: Neill Blomkamp e Terri Tatchell – Distrito 9
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cinema | Etiquetado: Amor Sem Escalas, Armando Iannucci, CINEBUTECO, Distrito 9, educação, Geoffrey Fletcher, In The Loop, Jason Reitma, Jesse Armstrong, Neill Blomkamp, Nick Hornby, oscar 2010, Preciosa, Roteiro Adaptado, Sheldon Turner, Simon Blackwell, Terri Tatchell, Tony Roche |
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fevereiro 9, 2010

Não causa espanto depois de assistir Um Sonho É Possível o fato do filme já ter feito US$ 241.5 milhões só nos Estados Unidos. É uma típica comédia americana, com piadas do cotidiano deles e com final feliz pra lá de manjado. Atrativos suficientes para abocanhar milhares de telespectadores.
Soma-se a isso a participação de Sandra Bullock, num papel ideal de perua rica que resolve bancar a fada madrinha para um rapaz negro marginalizado, que mora do outro lado da cidade e que consegue uma bolsa de estudos numa escola respeitada por conta de seu talento esportivo.
O problema do filme é que tudo é tão perfeito, tudo funciona. Não há confrontos, ou quando eles existem são superficiais, basta uma conversa e tudo se resolve. Os resultados aparecem rápidos e a felicidade é o sentimento que reina. Mas tem também o lado bom da coisa que foi revelar as dificuldades de um jovem negro dentro de um universo totalmente estranho a ele. A mensagem que fica é que persistência leva à superação.
Sandra Bullock está bem. Ela até merece mesmo a indicação ao Oscar. Mas basta comparar, por exemplo, ela com Gabourey Sidibe para constatar a carga dramática de uma e de outra personagem. A segunda foi muito mais intensa, enquanto Bullock esteve bem, mas no papel mais leve, sem exigir muito. É por essas e por outras que minha torcida continua sendo para Meryl Streep, na categoria atriz principal.
P.S. Enfim, encontraram uma criança de boa interpretação em Hollywood. Esqueça aquela menina chata de 500 Dias Com Ela e os insuportáveis de 2012. O pequeno sardento S.J ou Jae Head (nome da vida real) é um show à parte em Um Sonho É Possível. O filho de Sandra Bullock no filme é fundamental na trama, seja pela interpretação, seja pelo carisma que ele carrega.
Nota: 8,0/10.
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fevereiro 8, 2010
A contar por hoje, 8 de fevereiro, faltam 27 dias para a cerimônia do Oscar. Nesta contagem regressiva, o CineButeco vai revisar as 25 categorias que concorrem aos prêmios mais cobiçados pela Academia e apontar o possível vencedor em cada uma delas.
Roteiro original
O Mensageiro. A dupla Alessandro Camon & Oren Moverman conquista a indicação ao trazer um bom drama sobre um assunto típico que a Academia gosta de premiar: dois oficiais são responsáveis pela desagradável missão de comunicar a morte de soldados mortos na guerra. Um deles se apaixona por uma jovem viúva, desencadeando um dilema ético que se desenvolver de forma comovente e surpreendente.
Guerra ao Terror. Envolvente! Assim poderia classificar o ótimo roteiro de Mark Boal que acertou em cheio ao abordar a Guerra do Iraque, sob a perspectiva do soldado na linha de batalha. O espectador divide as mesmas tensões e angústias daqueles que combatem a invisível guerra contra o Terrorismo.
Bastardos Inglórios. Extremamente inteligente, o roteiro de Quentin Tarantino é muito bem arquitetado. Diverte e assusta ao mesmo tempo, constroi e desconstroi personagens e traz um gran finale. Perfeito para o Oscar.
Um Homem Sério. Os irmãos Coen estão de volta na categoria, depois de ‘Onde Os Fracos Não Têm Vez’. Donos de uma capacidade criativa em relacionar humor negro e crítica social, eles já possuem 4 oscars.
Up – Altas Aventuras. Quem não se emocionou com a bela história escrita por Bob Peterson, Pete Docter? Sem querer ser simplista demais, mas se tem um filme que conseguiu ser universal com sua mensagem, este filme é UP. Sensível, direto e extremamente ao ponto, atinge dos 8 aos 80.
Quem deve ganhar e Torcida Cinebuteco: Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios | Corre por fora: Mark Boal – Guerra Ao Terror | Zebra: Bob Peterson, Pete Docter – Up – Altas Aventuras
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fevereiro 8, 2010

Na cerimônia de entrega ao Oscar no próximo dia 07 de março, um filme cujo o título tem a palavra Guerra está entre os favoritos. Guerra ao Terror levou 9 indicações e há fortes razões de que o filme seja o grande vitorioso da temporada 2009.
Mas não é de hoje que a Academia adora filmes sobre guerras. São inúmeros os títulos e de diferentes abordagens. O impeto americano em explorar terras alheias está de certa forma impregnada na identidade cultural dos Estados Unidos e mesmo quando não se dão bem na disputas – pelo menos no cinema – dá-se um jeito de dizer que venceram a batalha.
Um amigo do mundo real me mostrou sua tese de doutorado na USP que está por finalizar. No trabalho, ele estuda o diretor de cinema Robert Altman (M*A*S*H*, NashVille, Shorts Cuts e Gosford Park) e faz uma relação bastante interessante entre cinema e política no governo de Ronald Reagan.
Ele me deu de presente M*A*S*H (1970) e ontem fui conferir. O filme é uma comédia muito peculiar sobre uma equipe médica junto ao fronte de batalha na Guerra da Coréia. M*A*S*H é a sigla de (Mobile Army Surgical Hospital) que identificava os hospitais móveis do exército norte-americano.
Não há em quase duas horas de filme qualquer batalha. Se quer vemos o inimigo. Robert Altman foca a história ali no hospital para mostrar ao telespectador como seria o cotidiano daqueles que foram pra guerra, mas não estão em batalha, pelo menos não diretamente.
A sátira recai justamente no falso moralismo das hierarquias militares, no escracho como são lidadas os relacionamentos entre superiores e comandados e no prazer (se é que ele existe) de vivenciar a experiência de estar numa guerra. Os médicos do M*A*S*H parecem se divertir e não medem esforços para deixar o ambiente mais engraçado, criando arapucas para amigos e adversários, no melhor estilo de moleques peraltas.
O interessante de M*A*S*H* é identificar nele uma comédia aparentemente inocente, mas encontrar nela diversos pontos de crítica à política bélica norte-americana e evidenciar, caso alguém desconhecia, a podridão de um sistema militar hipócrito.
Nota: 9,3/10.
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fevereiro 5, 2010

Seguindo a linha “ordem do dia”, isto é, discussão sobre temas atuais, The Cove denuncia a matança predatória de golfinhos na cidade de Taiji, no Japão. Cenas fortes como a de um braço do mar num tom avermelhado sugere como é a crueldade praticada contra aqueles indefesos mamíferos.
O documentário dirigido por Louie Psihoyos mostra toda a truculência dos pescadores da região que censuram veementemente toda e qualquer filmagem ou fotografia do local. Além disso é muito eficiente ao mostrar como o mercado de compra e venda de golfinhos seja para amestrar seja para a comercialização de carne movimenta bilhões de dólares.
O documentário foi eleito o melhor pela audiência no Festival de Sundance 2009 e desde então vem arrebatando vários prêmios mundo afora. Indicado ao Oscar, é um dos favoritos.
Nota: 8,0/10.
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fevereiro 3, 2010
Num filme com tantas mulheres talentosas e lindas, vale a pena criar um post especialmente para elas. Segue em ordem decrescente de melhores atuações, segundo o CineButeco.

Marion Cotillard é a mulher do diretor Guido Contini que sabe que é traída, mas ainda assim alimenta uma paixão incorrigível pelo homem que um dia jurou ser só dela. É a melhor atuação da atriz desde Piaf e está perfeitamente entregue ao papel. Seu número musical é sedutor, caprichado… no ponto!

Penélope Cruz exala sensualidade até vestida. Imagina então em trajes provocantes? Veio a calhar o papel de amante do diretor, perdidamente apaixonada e sem muitos juízos. Sua apresentação foi a mais bonita de todas, grande parte por conta de sua beleza física.

Fergie, quem diria! Cantou e cantou muito a canção ‘Be Italian’. Ela interpreta a prostituta que vem à mente do diretor Guido Contini num momento do filme em que ele relembra as peripécias quando criança. Precisava vê-la mais vezes na telona antes de fazer juízo de suas capacidades interpretativas. Mas só de estar incluída no projeto já foi um ótimo negócio para a cantora.

Judi Dench faz o papel da amiga, aquela que ouve e fala o que nem sempre é muito bom de se ouvir. Engana-se quem acha que ela fica a desejar perto de tantas atrizes maravilhosas. É na capacidade de interpretar e no vozeirão que ela garantiu um dos números mais bacanas do musical.

Kate Hudson vai bem no papel da jornalista-tiéte que quer tirar uma casquinha do homem sedutor. Seu número é meio confuso, porque em certa parte, lembra a música “Vogue”da Madonna, tem coreografias parecidas com as de Britney Spears e ainda por cima não tem como não lembrar de Claudia Leite, devido sua semelhanças físicas.

Nicole Kidman muito próxima daquilo que a gente tem em mente do que seja um princesa: loira, lindos olhos azuis e vestidão. Foi de uma sensibilidade tremenda e nas poucas cenas que apareceu teve uma presença fundamental. Deu um charme extra a Nine.

Sophia Lauren não poderia faltar num projeto destinado a homenagear um dos maiores diretores do cinema italiano. Sendo ela o que foi e o que ainda é, sua presença contribui para aproximar ainda mais a obra com tudo aquilo que é a Itália e seus ícones cinematográficos.
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cinema | Etiquetado: 2010, cinema, Fergie, Judi Dench, Kate Hudson, Marion Cottilard, Microsoft, mulheres, musical, Nicole Kidman, Nine, Penélope Cruz |
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fevereiro 3, 2010

O CineButeco vai acompanhar capítulo por capítulo a última temporada de LOST , então se você acompanha a série e ainda NÃO assistiu o capítulo de estreia da sexta temporada, sugiro que evite ler o texto porque invariavelmente terá spoilers, ok?
LOST está de volta! Depois de longos meses a série mais maluca de TV (e por isso uma das melhores) retorna para enfim explicar todos os mistérios que acontecem em volta da misteriosa ilha.
Agora, a viagem de volta a Las Vegas parece ter transcorrida normalmente sem o acidente que deu origem a toda série. Estranho, porque mesmo depois que Juliet explodiu a bomba de hidrogênio, Jack e companhia continua na ilha e o pior: Juliet não morreu na hora da explosão. Como assim?!?!?!
O mais instigante deste primeiro capítulo foi a fala de Hurley, dizendo que tem sorte. Ué, o cara não era um puta azarão desde que tinha ganho na loteria? Precisamos entender também o porquê de haver dois John Locke: um vivo e outro morto. Seria ele o novo Jacob na pele de Locke. Teremos que esperar para saber mais detalhes.
Minha impressão é que foi um excelente começo de temporada e é claro, como não poderia deixar de ser, cheio de misterios a serem desvendados.
Quem quiser, tem o link de download deste primeiro capítulo com legenda e tudo mais
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Series, download | Etiquetado: 2010, 6ª temporada, 6x01, CINEBUTECO, download, Lost |
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fevereiro 2, 2010

Poucos dias são tão importantes no ano como este em que ocorre a divulgação da lista oficial dos indicados ao Oscar. E justo hoje a internet resolveu não funcionar e fiquei o dia inteiro off. Se não fossem @hiportemia do Além da Ficha Técnica e @naughtyfinger do DramaKingdom me ligar avisando os indicados, eu só ficaria sabendo das novidades agora, quando já passam das 18h
Mas vamos aos rápidos comentários. Mesmo porque todo mundo já falou tudo que tinha que dizer:
- Onde é que se viu colocar Um Sonho Possível como melhor filme? A academia está vendida! Boas bilheterias agora é sinal de filme bom? (ainda irei fazer post sobre isso)
- Alguém ainda duvida do Oscar de Sandra Bullock? Esqueça! Agora é se preparar pra vê-la subir ao púpito. Já é um dos momentos mais aguardados da noite.
- Que ela é boa demais, ninguém discute, mas que ela teria força pra tirar Marion Cotillard e Juliane Moore do páreo, isto ninguém imaginava. Maggie Gyllenhaal, a surpresa do dia!!!
- Kathryn Bigelow tá mais viva do que nunca na briga com seu ex-marido James Cameron para levar o título de melhor direção. Avatar e Guerra Ao Terror levaram 9 indicações cada, mas claro que a surpresa fica para Guerra Ao Terror.
No mais, a gente já esperava as outras indicações. Vale ressaltar Morgan Freeman como melhor ator e Penélope Cruz, gravando de vez seu nome entre os grandes de Hollywood.
No mais, fica minha torcida a Quentin Tarantino. Merece ao menos o roteiro original!
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cinema | Etiquetado: 2010, indicado, oscar |
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fevereiro 1, 2010

Tá chegando a hora! Amanhã, a partir das 11h30 (horário de Brasília) Anne Hathaway apresenta pra gente os indicados a levar a estatueta dourada, o reconhecimento máximo da academia de cinema. Como são muitas categorias, listo aqui apenas a categoria principal, isto é, a de melhor filme. Como a vitória de Avatar é praticamente certa, resta então apenas ‘brincar’ de adivinhar quais filmes foram considerados os melhores da temporada que está acabando. Temporada marcada por uma ótima safra, por sinal. Nela destaco os meus prediletos: Anticristo, Bastardos Inglórios e Avatar, mas é claro que houveram outros excelentes títulos. Como nem tudo são flores, teve aqueles que ficaram abaixo das minhas expectativas. Mesmo tendo a impressão de que não iria assistir nenhuma obra-prima, confesso que esperava mais de Nine, Julie & Julia e Distrito 9. Outros filmes superaram a expectativa como foi o caso de Guerra Ao Terror, Up – Altas Aventuras e Amor Sem Escalas. Mas, chega de enrolação! Vamos aos filmes que o CineButeco acredita que devam estar entre os melhores amanhã:
1 – Avatar. Criativo ao abordar temas tão em voga como a sustentabilidade e audacioso ao criar um outro planeta repleto de minusciosidades.
2 – Bastardos Inglórios. Mostra de forma muito divertida como poderia ser uma vingança contra os nazistas.
3 – Guerra Ao Terror. Mérito de trazer ao telespectador toda a angústia de ser soldado americano frente a aterrorizante guerra do Iraque.
4 – Amor Sem Escalas. Uma história de amor aos moldes de 2009.
5 – Preciosa. Sensabilidade ao revelar a vida como ela é aos marginalizados.
6 – Up: Altas Aventuras. Universal, porque a mensagem serve tanto para quem tem 8 como 80 anos.
7 – Um Homem Sério. Humor inteligente nunca é menosprezado. Nunca!
8 – Invictus. Sem muita originalidade, mas cumpre com mérito todas as exigências de um bom filme.
9 – Educação. Romance baseado no choque de geração. Menina nova descubrindo o mundo é sempre fascinante.
10 – Direito de Amar. Drama bom, quem não curte?
Logo que sair a lista oficial, volto pra comentar os acertos e os erros.
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cinema | Etiquetado: 2010, CINEBUTECO, indicados, melhor filme, oscar |
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