Pensei que conseguiria aliar a reta final de estudos com o blog, mas tá difícil. Nem na Mostra de Cinema de São Paulo, evento mais importante do ano para mim, consegui ir. Então, aperto a tecla do pause e vou-me dedicar a maratona de exames que tenho neste mês. Mas é um pause e não a tecla do eject. Em breve, quando tudo acabar, volto a discutir cinema no melhor estilo de conversa de butequim. Não me abandonem! Gosto muito de todos que comentam por aqui.
Loira, morena… Em Salt, vamos nos esbaldar de ver a bela mais bela de Hollywood em cenas de muita ação. Baseado em fatos reais, o filme narra a história de Evelyn Salt (Jolie), uma agente da CIA acusada de ser uma agente espiã para a Russia e querer matar o presidente. Sua personagem será perseguida até conseguir provar a inocência. Previsão de estreia em 3 de setembro de 2010.
Última premiada em Cannes na categoria atriz, a francesa Charlotte Gainsburg deixou de ser uma aposta quando em 1985 levou o troféu de melhor promessa feminina do prêmio Cesar (o Oscar francês) por L’Effrontée. Tardou, mas o destino não falharia. Charlotte é um dos maiores nomes do cinema nesta temporada pelo controverso Anticristo, do diretor Lars von Trier.
As cenas fortes em que contracenou com Willem Dafoe, deixou muita gente estarrecida, mas para a atriz atuar no filme não foi tão complicado assim: “O filme não é nada comportado. Tudo é extremo, quase ‘gore’ [horror trash], quase pornô. Filmamos muitas cenas de sexo e esquecia o pudor. Eu não tinha mais nenhuma barreira”, contou à revista Serafina de número 14 (anexo ao jornal Folha de S Paulo) de maio de 2009.
O resultado não poderia ter sido melhor. Depois do trabalho reconhecido no festival de cinema mais charmoso do mundo, Charlotte está num novo projeto, chamado Persécution. A moça parece gostar de atuar em drama. A estória de Persécution mostra a vida de Daniel, um homem ocupado, porém solitário. Vive com Sônia, num casamento polarizado entre o amor e o ódio. Um dia, a rotina é quebrada pelo aparecimento de um estranho que passa a insinuar-se para Daniel, o que coloca em risco o relacionamento com Sônia. Daniel não entende o por quê do aparecimento daquele estranho. Quem é ele? Por que o persegue? Tudo isso faz sentido?
A estreia está marcada para o dia 9 de dezembro, mas como o filme é francês, não dá para ter certeza se virá para o Brasil. Mas com Charlotte em evidência, talvez a gente consiga assistir Persécution. Vamos torcer!
Depois de umas férias de blog, retorno a atividade. Ontem, começou a rodar no Novo México (?) o remake americano de Deixa Ela Entrar, excelente filme sueco de Tomas Alfredson. O diretor que esteve recentemente em São Paulo como convidado da Mostra se mostrou indiferente a essa onda de vampirismo hoje no mercado cinematográfico e afirmou que só voltaria a fazer um novo filme sobre o mesmo tema daqui há 20 anos.
Fato é que o filme dele fez sucesso e todo mundo adorou a estória de amizade entre a vampira adolescente com o menino isolado dos demais garotos. Agora, a estória muda de cenário. Se antes tínhamos neve densa e frio intenso, percebido aos bafos enfumaçados dos personagens, agora será a vez da areia quente da região desértica do sul dos Estados Unidos. Será que vai dar liga?
A direção é de Matt Reeves [Cloverfield]. A vampirinha será vivida por Cloe Moretz [500 Dias de Verão], Oskar, o menino será Kodi Smit-McPhee [The Road, filme que estreia em breve em que contracena com Viggo Mortensen] e o misterioso manipulador de sangue será Richard Jenkins [indicação ao oscar de melhor ator coadjuvante em Os Visitantes]. Pelo jeito, teremos algum tempo ainda falando sobre vampiros. Paciência até lá!
Marca da geração de jovens da década de 1960, a psicodelia parece voltar a visitar as mentes criativas de Hollywood. Quem conhece Beatles, sabe que esta foi uma corrente muito viva no grupo que até hoje é referência de boa música. A psicodelia sugere, em resumo, uma nova realidade que mistura elementos fantasiosos com características reais. E para ilustrar o que estou tentando explicar, veja o trailer de O Imaginário do Dr. Parnassus:
Agora, veja o que todos aguardam em 2010: Alice No País das Maravilhas:
Percebe nos dois exemplos a fuga da realidade, sem contudo abandoná-la completamente? Outra característica marcante é o uso de cores vibrantes que contrastam umas com as outras. Isto fica evidente no poster de Taking Woodstock.
Os três filmes ainda não tiveram estreia nacional, portanto, se você também gosta de uma interpretação menos concreta e mais abstrata da realidade, não deixe de assistí-los.
Depois de um pouco frustrado com o primeiro trailer, Avatar volta a me deixar ansioso com deste segundo vídeo. Nele, a gente consegue ver muito mais coisas e os cenários são deslumbrantes. Resta esperar o que James Cameron está aprontando para a gente. Faltam 49 dias, há contar por hoje, a data de estreia.
Não estranhe se 2010 vier com um bombardeio de informações, imagens e ritmos da África do Sul. Depois de Distrito 9, filme de interpretações mil sobre as novas formas de apartheid (veja a ÓTIMA crítica de Isabela Boscov, aqui). A super produção é assinada por ninguém mais que Peter Jackson [O Senhor dos Anéis] e tem boas chances de brigar por estatuetas (efeitos especiais, ator).
Ontem, saiu o primeiro trailer de Invictus, filme de Clint Eastwood sobre Rolihlahla (o encrenqueiro), ou se preferirem Nelson Mandela e seu primeiro mandato como presidente, após o período de Apartheid, quando fez campanha para sediar o Mundial de Rugby 1995, em mais uma oportunidade para unir a seus conterrâneos.
Todo mundo adorou o trailer e a expectativa para o Oscar é grande, ainda mais com Matt Damon, Morgan Freeman e principalmente por Clint Eastwood. Como a academia gosta de corrigir erros do passado, é provável, muuuito provável que o nosso dinossauro do cinema seja lembrado, no mínimo, como uma indicação. Erros? Sim, erros, ou você já se esqueceu que ele sequer foi lembrado pelo ótimo Gran Torino, temporada passada?
Não é de se estranhar tanta atenção à Africa do Sul. Ano que vem é ela quem sedia a Copa do Mundo, o maior evento esportivo do planeta.
E antes que você comece a associar os eventos esportivos com o Rio de Janeiro, sim, em breve, seremos nós a bola da vez. A cidade deverá ter o filme Rio, I Love You, projeto iniciado com Paris e logo depois Nova Iorque copiou e que se estenderá além da cidade maravilhosa, para Xangai, Berlim e Jerusalém. No trailer catastrófico de 2012, lá estamos nós também, com a estátua de Cristo Redentor sendo partida ao meio e quem sabe não teremos também um filme de Woody Allen por aqui. Já pensou? Esforços não estão sendo medidos para isso.
O Yahoo Movies acaba de liberar o clipe de Smooth Criminal, de ‘This Is It’, documentário que estreia nesta quarta-feira em cinemas do mundo todo… São apenas 52 segundos, mas vale a pena assistir os vídeos para se ter uma ideia do que vamos conferir.
O que faz um filme sueco, da temporada passada virar febre entre os cinéfilos blogueiros? A resposta é simples: Deixa Ela Entrar é simplesmente bom. E o que isso quer dizer? Quer dizer que Deixe Ela Entrar é bem dirigido, fotografia criativa ao privilegiar a claridade e o branco num filme que fala sobre vampiros, onde subentende-se que o tom deva ser mais sombrio e as atuações muito interessantes, principalmente das duas crianças que compõem a trama principal.
O diretor Tomas Alfredson resgata mais uma vez a ideia do menino sozinho, que vive paralelo ao seu meio, com os amigos zombando com agressões moral e física. Oskar parece não se importar com nada, não acha graça nenhuma da vida, afinal nada de interessante lhe acontece. Até que em uma noite, em frente à sua casa, conhece Eli, a menina que vai transformar sua vida.
Eli é estranha. Tem profundas olheiras, anda na neve densa sem muita proteção contra o frio. Não quer papo com Oskar. Mas, a solidão parece ser o ponto comum. Não demora muito e logo uma afinidade surge entre os dois. Juntos, ambos se protegerão contra um mundo que parece hostil aos dois.
Deixa Ela Entrar não precisou exibir sequer um dente canino avantajado para ser um dos melhores filmes sobre vampiros dessa nova onda que atualmente assola a produção audiovisual. Outra detalhe que chamou a atenção é as imagens que aparecem algumas vezes no filme do close na porta fechada, se abrindo, parece subliminar ao título do filme.
Deixa Ela Entrar é mais uma grata surpresa nórdica deste ano (a outra é Anticristo) que simplesmente desconsiderei há um ano, quando vi seu cartaz na Mostra SP de Cinema de 2008, mas que agora devido a esse modismo todo em torno dos vampiros, ganhou força e fãs entre os cinéfilos. Eu sou um deles.